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O "serrote" dos "Bens Culturais"

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  • https://www.dnoticias.pt/2026/4/16/488532-bispo-do-funchal-nomeado-presidente-da-comissao-episcopal-da-cultura-e-bens-culturais/

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esta situação do "cónego serrote" e a sua relação com a porta corta-vento da Sé, parece que ainda assim tem as costas algo quentes, contando que a DRAC está do outro lado para empurrar com a barriga, porque para a situação meteu o rabo entre as pernas, afinal é para isto que se quer a Autonomia.

Não é que, para aumentar a situação caricata, o nosso bispo foi há cerca de um mês reconduzido na Presidência da Comissão Episcopal da Cultura e Bens Culturais para o triénio 2026-2029, decidido pela Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa.

Neste momento de recondução para estas áreas, o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja deseja ao D. Nuno Brás as maiores felicidades e renova a sua comunhão, disponibilidade e empenho para continuar a trabalhar em prol da salvaguarda e valorização eclesial e cultural do Património da Igreja

Em suma, este enredo digno de uma comédia de costumes, põe a nu o surrealismo do nosso tabuleiro político e institucional, onde a realidade teima em ultrapassar a ficção com uma ironia refinada. Enquanto a Direção Regional de Assuntos Culturais (DRAC) ensaia uma magistral coreografia de bastidores, assobiando para o lado, a Autonomia parece ser celebrada não pela defesa intransigente da nossa história, mas sim pela arte de "blindar" quem tem as costas quentes.

Para coroar esta autêntica ópera bufa da "cultura do serrote", assistimos ao sublime paradoxo de ver o Bispo do Funchal reconduzido à liderança nacional da salvaguarda e valorização dos bens culturais da Igreja, precisamente no momento em que o património local ganha novas e drásticas "correntes de ar". 

Entre votos de maiores felicidades e promessas de empenho eclesial, resta-nos constatar que, neste jogo de influências entre o Funchal e Lisboa, a cultura e a exigência cívica continuam a ser tratadas como meros peões sacrificados, deixando-nos a rir para não chorar diante de um sistema que premeia o absurdo e canoniza a inércia.

Este é mais um caso em que, tal como o jornalismo, a investigação e a justiça de fora fazem o trabalho de forma correta, com separação de poderes, se calhar este caso tem que subir ao Vaticano para se meter ordem... a menos que haja outra cunha por lá... o regime é extenso... 

Porque também tenho um "serrote", é desta que o alienado "Jornal da Madeira" fica igual aos dois matutinos, caladinhos a jogar pelo regime.

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