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O que me leva a escrever é para fazer uma crítica à Polícia. Todas ou quase todas as segundas-feiras, quando dão notícia disso, vemos carros multados na segunda-feira de manhã na Praça do Município, e não "largo do Colégio". Nunca contam a história toda nas notícias, por isso sou eu que vou fazer.
No Domingo à noite, fim da tarde e início da noite, há uma missa na Igreja do Colégio, por essa razão a praça fica à cunha de carros dos fiéis, como a cidade está cheia de pequenos hotéis de cidade e muitos Alojamentos Locais, existe muitos carros de aligar, as rent-a-car, com clientes à procura de lugar para estacionar. Quando veem aquele espaço do Largo do Município com carros imitam e também param.
O problema é que quando acaba a Missa, os fiéis vão embora, mas os turistas com carro de aluguer descansam a noite para sair no outro dia de manhã quando lhes der jeito. É aí que se dá o bloqueio dos carros. Não sei a que horas bloqueiam mas é na madrugada e início da manhã, se calhar, se o turista for madrugador ainda se safa.
Nenhum carro deveria estacionar em cima da praça em nenhuma circunstância, até para que a calçada portuguesa não se desfaça. Se é proibido para uns deve ser proibido para todos sem exceções, senão entramos na dualidade de critérios e no privilégio da Igreja. A Polícia torna-se sectária porque é benevolente se for um automobilista crente de crucifixo no retrovisor. O privilégio não consta no código de estrada. Com um pouco de humor, só nos falta a Igreja do Colégio alugar a sacristia para Alojamento Local e ter estacionamento autorizado na Praça do Município.
Estas dualidades criam pruridos entre os automobilistas, os que cumprem, os que abusam e até nos turistas que não sabem da missa metade depois de encontrar o carro bloqueado. A melhor maneira da Polícia ser correta é multar todos a todas as horas, ou não tem bloqueadores para uma praça cheia de fiéis. Esta situação de privilégio também atinge a Igreja que fica outra vez mal vista e vai sendo muitas vezes.
Mas as hipocrisias não terminam aqui, a CMF está a encher a cidade de pequenos pilaretes metálicos para evitar o estacionamento selvagem, daqueles "só um instantinho" para facilitar algo, carga, doente, idoso, alcançar volume, etc, mas não toca na Praça do Município porque a Igreja é boa pregadora, mas quando pecadora, o Estado Laico não aplica a lei. Havendo tanto dinheiro para pilaretes não alcançam para o Largo do Município?
Ainda no que concerne a pilaretes metálicos eles são invisíveis para os condutores em manobras, não se vê, ainda por cima os carros são cada vez mais altos, só servem para provocar despesa a todos, aos que se magoam porque vão distraídos e nem um reflector têm, para os automobilistas e para os cumpridores ao verem a dualidade de critérios.
Se querem multar e bloquear deve ser para todos e a toda a hora no Largo do Município. Uma pergunta final à Igreja, também são sectários nos pecados, é que vemos com cada uma no clero que nos faz pensar.
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