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ão formigas, delas com asas e atarantadas, são baratas, osgas, falta a temporada do mosquito, isto está ficando bonito. A par disso a rataria. Queriam uma ilha tropical e aí está ela. Temperaturas altas seguidas de humidade elevada ou chuva miúda as alterações climáticas estão a potenciar tudo isto. Na rataria, este turismo de supermercado potencia claramente. Também tem as vespas a fazerem casulos de terra.
A Madeira tem registado transformações, já nada subtis, mas profundas, no seu clima tradicional, que servem de combustível para o descontrolo destas populações de pragas. Só nos falta uma nuvem de gafanhotos vindos de África, como já tivemos.
Os invernos são mais quente (não confundir com a amplitude térmica com a chegada da noite) e secas prolongadas são factos, mas a ausência de períodos prolongados de frio intenso permite que os formigueiros sobrevivam com taxas de mortalidade muito baixas durante o inverno. As colónias começam o ano muito mais fortes e numerosas e aquela técnica de meter casca de pinheiro para regar menos as plantas estão a potenciar colónias de formigas, eu caí na asneira.
Dizem, li, que o aumento das temperaturas médias na Região, aliado a episódios de humidade tropical abafada, cria as condições de "estufa" ideais para esta bicharada. Este desequilíbrio baralha os ciclos naturais dos insetos, desencadeando voos nupciais massivos e fora de época, o que explica o comportamento errático e a sensação de que andam andam formigas com asas "atarantadas" por todo o lado.
O clima mais quente torna o território uma "boas-vindas" perfeita para espécies tropicais mais agressivas (como a formiga-argentina ou a formiga-de-fogo), que competem com as espécies nativas e mostram maior resiliência às táticas de controlo comuns. Continuem a não ligar as infestantes, qualquer dia a tua casa também fica amarela.
Meus amigos, o cenário atual na Madeira deixa claro que combater as pragas modernas já não passa apenas por usar inseticidas químicos à escala doméstica. Exige monitorização concertada e a consciencialização de que o clima insular está a mudar, transformando pequenos equilíbrios biológicos em dinâmicas visíveis à porta de todos os madeirenses.
Como sensibilizar se olho para a serra e ela está amarela, cada vez mais, de ano para ano, e o Presidente já dicas como se fosse bombeiro. Tivemos um PRR e não inventaram maneira de acudir as serras, as gentes e as pragas.
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