H
Perto do Madeira Shopping, ao longo da Estrada Monumental, multiplicam-se histórias semelhantes. Casas ocupadas, rotatividade estranha, gente que entra e sai sem grande explicação, muitos deles trabalhadores estrangeiros, muitas vezes em condições precárias, a tentar apenas sobreviver. Não são eles o problema. São, na verdade, a parte mais vulnerável de todo este sistema.
Porque alguém beneficia disto. Alguém organiza, alguém facilita, alguém fecha os olhos. E essas pessoas não são, certamente, os trabalhadores da construção que partilham quartos e contam trocos. Há uma estrutura por trás, discreta, eficiente, silenciosa.
Fala-se muito em investimento, em crescimento, em dinamismo económico. Mas há um outro lado, menos fotografado, esquemas informais, moradas que servem de fachada, processos que avançam com uma facilidade que não bate certo com a burocracia que todos os outros conhecem bem demais.
E o mais impressionante é o silêncio. Um silêncio confortável, cúmplice. Resta a dúvida legítima de quem observa: mais alguém está a ver isto? Mais alguém acha estranho? Ou já chegámos ao ponto em que tudo isto passou a ser… normal?
Na Madeira, pelos vistos, há coisas que não precisam de explicação. Só precisam de continuar.
Será o Avelino Farinha da tal falada AFA que anda por aqui outra vez nos seus circuitos internos activos, será o João Rodrigues antigo vereador da camara que continua com as suas ligações bem ativas, enfim, pergunto-me se mais alguém está atento, se mais alguém observa o que se passa nesta ilha da Madeira?
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.