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Quem está fartinho do Miguel Albuquerque ponha o dedo no ar!

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izem que governar é servir o povo. Na Madeira, essa ideia foi claramente reinterpretada. Nem todos os líderes conseguem manter um padrão tão estável de decisões que parecem, com notável regularidade, ignorar aqueles que deveriam servir. É vergonhoso o que este presidente desta bela ilha faz.

Na Assembleia Regional, por exemplo, assiste-se a um fenómeno curioso, cadeiras vazias, debates esvaziados e deputados que, aparentemente, descobriram uma nova forma de presença a má educação, o uso de palavrões. Representar o povo? Talvez noutro dia.

Depois temos o IVA, essa pequena questão quase irrelevante para o bolso dos madeirenses. Reduzi-lo? Para quê facilitar a vida às pessoas quando se pode, com maior elegância, manter tudo como está e chamar-lhe estabilidade financeira? Afinal, nada transmite mais segurança do que pagar mais. Reduzir impostos seria, aparentemente, um exagero perigoso.

Mas onde realmente se investe é naquilo que importa, a imagem. Fotografias estudadas, vídeos bem montados, publicações constantes, tudo impecável. E pago, claro, por quem anda a contar trocos no fim do mês. Transformar impostos em propaganda e ainda esperar aplausos. É uma comunicação moderna. Vivemos na era digital, e o presidente acompanha os tempos, publicações nas redes sociais, cuidadosamente produzidas, impecavelmente apresentadas e, detalhe encantador, financiadas por todos nós.

Viajar? Uma experiência verdadeiramente Premium. Ir a Lisboa deixou de ser apenas uma deslocação; é agora um investimento. Quase mil euros para sair da ilha, um preço que, convenhamos, ajuda a selecionar quem realmente merece ir ao continente. Quase mil euros para sair da Madeira rumo a Lisboa é um filtro social. Quem pode, vai. Quem não pode, fica.

E quanto ao barco? Esse pequeno pormenor logístico que tantas outras ilhas europeias resolveram há décadas. Aqui, opta-se por algo mais conceptual: a ideia de ligação. Essa ligação ao continente que qualquer outra ilha europeia já resolveu há décadas, aqui continua a ser tratado como se fosse uma fantasia para satisfazer o hipócrita do Luís Miguel de Sousa.

Até quando? Até quando é que se aceita pagar mais, receber menos e ainda assistir a este teatrinho de brincar aos betinhos do café do teatro, do grupo Sousa, e por ai…

Por isso, sim, quem está fartinho, ponha o dedo no ar. 

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