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O GR destrói qualquer hipótese de mercado livre ou de coesão real, ligando-se diretamente aos alarmantes dados do INE que atiram a Madeira para a cauda da coesão social em Portugal. O esquema é transparente, o erguimento de monopólios e oligopólios protegidos pelo poder político garante que o fluxo de capital regional fique retido nas mãos de meia dúzia de famílias. O PIB dos amigos do Albuquerque, já atualizaram a riqueza dele?
O maior perigo desta teia não é apenas financeiro, é democrático. Quando o poder económico está tão concentrado, as eleições tornam-se uma mera formalidade. Essa meia dúzia de grandes grupos económicos detém um poder de condicionamento indireto avassalador, controlam postos de trabalho, financiam clientelas e moldam narrativas. A sensação de impunidade é total. Nem as mega-investigações judiciais, as buscas mediáticas ou as crises políticas parecem beliscar esta estrutura de betão armado. A máquina está de tal forma oleada que a justiça passa, os governantes mudam de rosto, mas os contratos de exclusividade e as concessões continuam a cair exatamente nos mesmos bolsos.
Para limpar esta Madeira de vez, não bastam despachos burocráticos ou comissões parlamentares de fachada. É necessária uma rutura total com o modelo de vassalagem económica. Enquanto a população assistir impávida a este autêntico esbulho dos ativos da Região sob o pretexto da "modernização profissional", a autonomia continuará a ser uma palavra oca, confiscada por cartéis que mandam mais na Madeira do que o próprio voto dos cidadãos.
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