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A receita total foi de 865 milhões de euros (em comparação com os 1,2 mil milhões do ano anterior), contudo esta diferença deve-se sobretudo ao menor recurso ao financiamento por via de passivos financeiros (empréstimos).
Expurgado o efeito do endividamento, a receita efetiva até subiu ligeiramente (~43 milhões de euros em relação a 2025), mas a reta final de execução do PRR deixa pouca margem de manobra para manter esta almofada financeira no futuro próximo.
Os impostos indiretos (onde se incluem o IVA, ISP dos combustíveis e IUC) renderam 403,8 milhões de euros, correspondendo a 46,9% do total previsto para o ano.
Em 2025, no mesmo período, a taxa de execução dos impostos indiretos já ia nos 48,2%. A percentagem de execução mais baixa reflete a desaceleração ou arrefecimento do consumo interno e do setor do turismo (que alavanca as receitas de IVA).
Enquanto as receitas estão longe de metade da meta anual, os gastos do Governo Regional continuam a subir de forma acelerada, a despesa corrente está em alta, subiu +8,9%, passando de 680,8 para 741,4 milhões de euros no semestre.
A despesas com pessoal subiram de 236,4 para 251,6 milhões de euros (+15,2 milhões / +6,4%) devido a progressões e atualizações salariais. a aquisição de bens e serviços disparou de 70,3 para 85,3 milhões de euros (+21,4%).
A Madeira enfrenta uma "tesoura orçamental", a despesa pública contínua em expansão (+8,9% na despesa corrente), enquanto o ritmo de arrecadação fiscal (especialmente nos impostos associados ao consumo e turismo) mostra sinais claros de perda de gás em relação a 2025, num contexto em que a torneira dos fundos extraordinários (PRR) se aproxima do fim.
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