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O tempo dos Chegas mansos prossegue.

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Votar no Chega é arriscar a eleger gente que passa a independente para estar ao lado do PSD. Depois de eleitos não passam muito tempo a defender outras políticas.

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epois de vermos Rubina Leal entregar uma bandeja para destacar mais um  da oposição que se colocou ao lado do PSD na autarquia do Funchal, hoje saem mais dois de encomenda. Os dois vereadores em causa, foram efetivamente eleitos pelo Chega nas autárquicas e abandonaram o partido em fevereiro de 2026 para passar a independentes. Agora sabe-se porquê... mais um trajcto de sucesso.

Acabam de se aliar à narrativa da construção em altura e cedência de solos, uma solução que vai totalmente ao encontro da linha que o próprio PSD tem vindo a defender para a ilha.

A oposição anda a validar o original, o PSD, o fenómeno da dita "oposição" na Madeira continua a oferecer ao eleitorado um espetáculo de incoerência e transfiguração política. O PSD compra gente para as suas próximas vitórias eleitorais. Só importa cada um, não a população, não a Madeira. ELES.

Eleitos com a promessa de combater o status quo e fiscalizar o poder instalado, estes intervenientes rapidamente abandonam as siglas pelas quais foram eleitos assim que surgem fricções internas. Lá estão na narrativa que diziam que iam combater, mas e eles não eram do PSD e fizeram um part-time para serem eleitos pelo Chega? Agora estarem de novo com o PSD enquanto independentes?!

Quando chega a hora de apresentar propostas de fundo, como o planeamento urbano e a habitação, limitam-se a replicar exatamente a receita do Governo e das maiorias sociais-democratas (mais densidade, mais altura, mais negócio imobiliário). Para as mesmas ruas, saneamento, salubridade e a traição aos madeirenses, isto não é para eles, é para a máfia do "milhão".

Com estes oposicionistas a fazer igual ao PSD em São Vicente, Santa Cruz e Funchal, é natural que o original cresça em votos nas próximas eleições. Ao verem a "alternativa" a comportar-se exatamente da mesma forma e a defender os mesmos interesses assim que chega aos cargos, o eleitorado faz a dedução lógica, entre a cópia instável e o original com provas dadas na mesma linha, prefere votar no original.

Esta oposição é uma desilusão completa. Cópias do PSD. Marionetas do PSD.

É precisamente este tipo de navegação à vista e mimetismo político em concelhos como São Vicente, Santa Cruz ou Funchal que desarma qualquer discurso de mudança, pavimentando o caminho para que o PSD continue a consolidar a sua hegemonia eleitoral.

O Chega é assim, tem sempre frases fortes, na primeira vez que concorreu à ALRAM foram cartazes por todo lado, a primeira coisa que fizeram foi salvar Albuquerque, depois surge o outro em São Vicente que vai assinando por baixo as boas relações necessárias com o GR, o problema é que passa linhas vermelhas e também dá cabo da imagem da oposição fazendo igual ao PSD. E porque não há duas sem três, a expressão marcante usada por Hugo Nunes  ao apresentar a sua candidatura foi «o tempo do Chega manso morreu hoje», o novo líder prometeu uma linha de rutura com o rumo anterior, assumindo o compromisso de fazer uma "oposição forte, combativa" e de fazer a "vida dura ao Governo Regional". Vamos aguardar que lhe passe e faça igual aos outros. No fundo todos querem a sua oportunidade neste mercado de trabalho miserável que é o da Madeira

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