Votar no Chega é arriscar a eleger gente que passa a independente para estar ao lado do PSD. Depois de eleitos não passam muito tempo a defender outras políticas.
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Acabam de se aliar à narrativa da construção em altura e cedência de solos, uma solução que vai totalmente ao encontro da linha que o próprio PSD tem vindo a defender para a ilha.
A oposição anda a validar o original, o PSD, o fenómeno da dita "oposição" na Madeira continua a oferecer ao eleitorado um espetáculo de incoerência e transfiguração política. O PSD compra gente para as suas próximas vitórias eleitorais. Só importa cada um, não a população, não a Madeira. ELES.
Eleitos com a promessa de combater o status quo e fiscalizar o poder instalado, estes intervenientes rapidamente abandonam as siglas pelas quais foram eleitos assim que surgem fricções internas. Lá estão na narrativa que diziam que iam combater, mas e eles não eram do PSD e fizeram um part-time para serem eleitos pelo Chega? Agora estarem de novo com o PSD enquanto independentes?!
Quando chega a hora de apresentar propostas de fundo, como o planeamento urbano e a habitação, limitam-se a replicar exatamente a receita do Governo e das maiorias sociais-democratas (mais densidade, mais altura, mais negócio imobiliário). Para as mesmas ruas, saneamento, salubridade e a traição aos madeirenses, isto não é para eles, é para a máfia do "milhão".
Com estes oposicionistas a fazer igual ao PSD em São Vicente, Santa Cruz e Funchal, é natural que o original cresça em votos nas próximas eleições. Ao verem a "alternativa" a comportar-se exatamente da mesma forma e a defender os mesmos interesses assim que chega aos cargos, o eleitorado faz a dedução lógica, entre a cópia instável e o original com provas dadas na mesma linha, prefere votar no original.
Esta oposição é uma desilusão completa. Cópias do PSD. Marionetas do PSD.
É precisamente este tipo de navegação à vista e mimetismo político em concelhos como São Vicente, Santa Cruz ou Funchal que desarma qualquer discurso de mudança, pavimentando o caminho para que o PSD continue a consolidar a sua hegemonia eleitoral.
O Chega é assim, tem sempre frases fortes, na primeira vez que concorreu à ALRAM foram cartazes por todo lado, a primeira coisa que fizeram foi salvar Albuquerque, depois surge o outro em São Vicente que vai assinando por baixo as boas relações necessárias com o GR, o problema é que passa linhas vermelhas e também dá cabo da imagem da oposição fazendo igual ao PSD. E porque não há duas sem três, a expressão marcante usada por Hugo Nunes ao apresentar a sua candidatura foi «o tempo do Chega manso morreu hoje», o novo líder prometeu uma linha de rutura com o rumo anterior, assumindo o compromisso de fazer uma "oposição forte, combativa" e de fazer a "vida dura ao Governo Regional". Vamos aguardar que lhe passe e faça igual aos outros. No fundo todos querem a sua oportunidade neste mercado de trabalho miserável que é o da Madeira
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