Cada vez mais máfias na Madeira


B om dia, ainda be que vocês existem, a comunicação social só procura como bajular com notícias da treta que não são ações do governo mas simples expediente para ter mamarrachos todos os dias nas páginas. Os jornalistas da Madeira tornaram-se entrave ao desenvolvimento, só querem saber de si e do seu partido.

O que me traz aqui é que li uma publicação vossa:

Isso é a ponta do iceberg! Estão a fazer igual ao que fazem no continente porque aqui despacham-se mais rápidos, como nas cartas de condução!

Miguel Albuquerque, Eduardo Jesus, os empresários hoteleiros e da construção abriram portas a mais um precedente que trouxe mais problemas para a região: as máfias. Não são só despejos nas casas/apartamento e no comércio, envolve imigração, crime organizado e potenciais estigmas sobre comunidades inteiras. Quero dizer que nem todas as empresas de imigrantes que funcionam assim, mas as que existem lançam desconfiança sobre todos.

A maioria dos migrantes do sul da Ásia em Portugal (Índia, Bangladesh, Nepal, Paquistão, etc.) vem com objetivos legítimos, sobretudo trabalho em restauração, agricultura e serviços. Na Madeira é hotelaria e construção ou se estabelecer-se com empresa própria.

Agora vamos às máfias, redes específicas que exploram a vulnerabilidade de pessoas em busca de uma vida melhor. Constituem empresas de fachada, criam sociedades sem atividade real (ex.: restaurantes, lojas de souvenirs, barbearias ou até empresas de construção sem clientes). Estas empresas servem para emitir contratos de trabalho falsos ou declarações de rendimentos, fazem captação de trabalhadores no país de origem, ou seja, por vezes nem é alguém que anda à procura, eles anunciam-se, prometem emprego em Portugal ou na UE. As vítimas pagam grandes quantias (muitas vezes contraindo dívidas) para obter o “contrato” e a viagem. A entrada legal com visto ou irregular por rotas alternativas, são acompanhadas por contrato falso de trabalho, conseguem autorização de residência ou pelo menos entrada regular. Uns sabem ao que vêm, outros descobrem chegando a Portugal, muitas vezes não existe trabalho real. Alguns são explorados em condições precárias (hotelaria, construção, na Madeira) pagando "dizimo", outros ficam à deriva e procuram alternativas noutros países.

No meu entender, Portugal pode ser apenas a “porta de entrada Schengen”, o objetivo final pode ser ainda o Reino Unido, mas sobretudo a Alemanha, França, Países Baixos, etc. A Madeira só foi opção porque abriu portas e parece que tratam de documentos mais rápido. É que meter-se numa ilha é pior, até que cheguem pelo mar desde África como já acontece nas Canárias.

Mas estas máfias servem paralelamente, eu diria que sobretudo, para branqueamento de capitais/ financiamento paralelo, a Madeira tem fama nisto, eles não andam distraídos quanto ao manancial de notícias do CINM e muito menos da facilidade da corrupção na Madeira. Há empresas fictícias para lavar dinheiro (via transferências e faturação simulada), quantos de vocês não se perguntam "mas como é que esta e aquela empresa se mantém aberta?"

As consequências deste precedem é pólvora, outro mau precedente de Albuquerque e Jesus. Para os migrantes é endividamento, exploração, risco de deportação e fardo para o erário público local. Sobrecarga nos serviços de regularização, aumenta do trabalho informal (ainda mais barato), dá má imagem das comunidades imigrantes (mesmo quando a maioria nada tem a ver com isto).

Tínhamos, desculpem a sinceridade, as máfias dos miras, do Brasil, dos russos, a dos italianos só andaram CINM, e agora do sul da Ásia, hindustão.

Eu vou voltar à escrita e, se alguém negar o que escrevo, virá pior, não serei generalista. A ganância de uns e o silêncio dos seus "funcionários" jornalistas estão a destruir a Madeira, já somos um "Chipre do Atlântico".

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