O s planos de contingência do Eduardo Jesus são do melhor que há, como sabem, na inoperacionalidade do aeroporto, é sentar e esperar que passe. Desta feita, parece que a meteorologia abandona o aeroporto para se instalar no Funchal, já que não lhe fazem caso. Veio para atacar em força contra o homem que aumenta o custo de vida do madeirense, "rouba-lhes" a ilha, promove insustentabilidade que até aumenta o preço da água, torna inacessível a habitação, atolou as vias em trânsito e, agora, só falta ver o plano de contingência para o alerta laranja para o fogo de artifício. Vai ser como o aeroporto, esperar que o mau tempo passe. E que tal desmontar o radar dos ventos que tem dado um resultadão a evitar a inoperacionalidade e instalar no Funchal? Como em todos os eventos, só pode ser no Savoy.
Eduardo Jesus deve estar prestes a apresentar mais um plano de contingência para o fogo de artifício. Na prática, mantém-se a estratégia-mãe que já é património imaterial da Região, olhar para o céu, suspirar fundo e esperar que o mau tempo se canse primeiro. A meteorologia é da oposição, uma entidade claramente politizada, acho que é altura de abrir o "dicionário".
É pena não haver um conselho de governo para cancelar o vento, ou então lhe conceder um subsídio para baixar a bola e ficar dependente. Também poderiam, finalmente, arder o dinheiro do PRR com "style". Uma empresa na hora poderia comercializar foguetes resilientes. Fica claro que a única coisa que Eduardo Jesus não governa contra são os elementos, governa em harmonia com a inoperacionalidade. E isso, convenhamos, é uma forma de coerência política raríssima.
Está uma previsão de acertar com um dos raros anos que não se dá foto de artifício, tinha que ser no mandato do Eduardo Jesus, ele merece. Alguém já avisou os estrangeiros que ninguém vai buscá-los à serra por estes dias? Será que as equipas de salvamento, ao serem madeirenses, têm que se inscrever primeiro para ver se há vaga?
