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Resposta à publicação: Os vereadores do Chega dizem não a um tacho.

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Regionais de março de 2024 - Foto do Facebook do PSD do Imaculado Coração de Maria

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recente texto publicado em Madeira Opina elogia a coragem política dos vereadores eleitos pelo Chega por terem rejeitado a nomeação de um assessor que, na visão dos críticos, configuraria um “tacho” político para recompensa interna do partido.  

No entanto, importa clarificar que a decisão sobre a nomeação de assessores nunca foi unilateral dos dois vereadores em causa. Ao contrário do que alguns comentadores tentam pintar como um gesto de “rebeldia autónoma”, o presidente regional do partido na Madeira, Miguel Castro a quem muitos erroneamente chamam “Ganita” não aceitou que estes dois vereadores escolhessem o seu próprio assessor fora dos procedimentos definidos pela direção regional e pelos estatutos internos do partido.

Esta posição de Castro não foi um capricho pessoal, mas sim o reflexo de um princípio de disciplina partidária básico: os eleitos devem atuar em conformidade com as diretrizes e orientações da estrutura regional que avaliou e aprovou as listas, e não impor escolhas individuais que possam comprometer a coesão e a estratégia coletiva do Chega na Madeira.

Perante esta situação, os dois vereadores começaram a insinuar que estão “prontos a fazer oposição a Miguel Castro”, chegando mesmo a ponderar exercer o mandato como independentes uma solução que vem na sequência das crescentes divergências internas que já foram notícia em vários órgãos de comunicação social.  

Convém lembrar que mandatos autárquicos não são propriedades pessoais e que cada vereador tem responsabilidades para com os eleitores e com o partido que o apoiou. Por isso, distanciar-se da direção regional e ameaçar romper com a estrutura que lhes deu legitimidade eleitoral não é apenas um gesto de contestação, mas uma atitude que levanta sérias questões sobre responsabilidade política e lealdade institucional.

Se, de facto, a atuação de “Ganita” (Miguel Castro) não convém a estes vereadores, a verdadeira oposição que importa não é apenas pessoal ou simbólica, mas sim uma reflexão profunda sobre o futuro do Chega na Madeira se este nunca mais poderá ser um projeto coletivo sólido, ou se ainda há espaço para diálogo, disciplina e um trabalho conjunto em prol dos cidadãos, e não de interesses pessoais.

  • https://www.dnoticias.pt/2026/1/24/478765-vereadores-do-chega-na-cmf-ponderam-passar-a-independentes/

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