Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

Finalmente abriram a Caixa de Pandora!

Moderação 0

E

estava à espera deste dia, porque o Funchal ia ser vigiado e a Via Rápida já estava, que consequências? Esta notícia do Diário de Notícias sobre o atropelamento na Avenida Sá Carneiro abre uma "caixa de Pandora" sobre a eficácia da vigilância no Funchal e, por extensão, na Via Rápida. Há seletividade da lei?

Muita gente não percebe como é que motas e carros fazem corridas impunemente, como que tendo a certeza de que não vão ser importunados, e sempre à noite, das 21:30 ou 22:00 em diante, na Via Rápida. A notícia recente, sobre o atropelamento e fuga na Avenida Sá Carneiro, é trazida de volta com o selo de "Verdadeiro" em relação à capacidade da PSP em utilizar videovigilância para identificar infratores. No entanto, esta verdade oficial esbarra numa realidade que qualquer condutor que utilize a Via Rápida conhece, sobretudo se a usa à noite, a impunidade total para as corridas ilegais e abusos de velocidade que ocorrem debaixo do nariz das mesmas autoridades. É tão certa como fecharem os túneis da cidade pela mesma hora...

Se o sistema CCTV do Funchal conta com 65 câmaras fixas e 16 rotativas, e se a Via Rápida está tecnicamente equipada com sistemas de monitorização de tráfego, por que razão as corridas de motos e carros continuam a ser o "pão nosso de cada dia"?

Enquanto em Lisboa ou no Porto os radares de velocidade média e fixa proliferam, na Madeira parece haver uma resistência política e institucional em implementar medidas que, de facto, obriguem a travar. Quem é que beneficia com esta ausência de controlo real? Porque é que temos estradas na cidade cheias de lombas, mas na Via Rápida não vemos a ação da vigilância? Os condutores são outros?

A notícia refere que as câmaras servem para investigação criminal. Será que o perigo de vida causado por velocidades excessivas na Via Rápida não é considerado "crime" suficiente para justificar o mesmo empenho na identificação? Quem vai no carro também pode ser "atropelado", viram há dias a sorte de alguns com aquele contentor de 40 pés?

Abriu-se a Caixa de Pandora, e a pergunta que fica no ar é quem estão a defender? Quando um motociclista atropela alguém à porta de uma discoteca, a máquina do Estado move-se para verificar as imagens das câmaras municipais e privadas. Mas quando grupos organizados transformam a principal artéria da ilha num autódromo ilegal, as câmaras parecem sofrer de "cataratas" súbitas. É o enquadramento legal? legalize-se, porque senão isto torna-se uma anedota!

Não basta ter 81 câmaras a funcionar no Centro de Comando e Controlo Operacional se o critério de quem merece ser perseguido for flutuante. A segurança pública não pode ser um menu à la carte, onde se escolhe investigar o atropelamento fortuito, mas se ignora o perigo sistemático e planeado das corridas noturnas.

Se a cidade já está toda vigiada, então o silêncio perante os abusos na Via Rápida não é falta de meios; é uma escolha política. E as escolhas políticas têm nomes e rostos.

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.