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Como já disse, muitos burros no Governo têm agora um Cérebro de Aluguer no Sistema. IA não é uma ameaça para quem trabalha com mérito, mas é o pânico para a vasta "fauna" de burros promovidos que povoam as direções e gabinetes por nomeação política.
Por escrito, com a ajuda de modelos de IA, qualquer "boy" consegue parecer um estratega brilhante ou um jurista exímio. A IA resolve a falta de sintaxe, organiza o pensamento e mascara a mediocridade ou falta de conhecimento.
O problema é quando têm de abrir a boca. No debate oral, sem o "prompt" por trás, a máscara cai. A IA pode escrever o despacho, mas não consegue substituir o carisma ou a inteligência real num debate direto. Qualquer dia ainda teremos esse problema no Parlamento, para eliminar de novo os melhores.
Este plano de 60 dias para "controlar" o uso da IA parece mais uma tentativa do sistema de perceber como pode usar estas ferramentas para manter as aparências, garantindo que a tecnologia trabalha para o status quo e não para a transparência que tanto assusta.
A IA é, na verdade, uma ameaça ao "controlo" absoluto porque democratiza o acesso à informação e à capacidade de análise. Se o povo usar a IA para desmascarar orçamentos e políticas opacas, o governo perde o monopólio da narrativa.
É preciso saber usar a IA, é uma ferramenta de trabalho, não a substituição do cérebro dos burros. Esta equipa de IA vai ser como a fiscalização do hospital novo ou os dinheiros do PRR?
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