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O Brasil vive atualmente crises cíclicas e graves de dengue (com forte presença do DENV-2), as alterações climáticas ajudam à propagação. Com o aumento exponencial da imigração brasileira para colmatar a falta de mão-de-obra na hotelaria e construção na Madeira, o risco de importação do vírus aumenta naturalmente.
O sistema de saúde foca-se na "vigilância", mas a pressão demográfica e as condições de habitação de muitos destes novos imigrantes (muitas vezes em zonas com maior densidade e menor controlo ambiental) criam o cenário perfeito para a transmissão local, como o artigo de hoje no DN-Madeira alerta.
Temos tecnologia para monitorizar mosquitos e criar equipas de governação de dados, mas falhamos no básico, a integração planeada de quem chega e a manutenção de uma barreira sanitária eficaz num arquipélago. Se na Covid foi porta aberta aos empresários do regime, não ia ser agora que iam fazer diferente.
Quero alertar que a Madeira está a tornar-se um microcosmo de riscos globais num espaço confinado. Novo tipo de dengue e mosquitos mais resistentes. A substituição populacional acelerada sem infraestrutura de apoio. Um sistema que tenta "controlar" a IA em 60 dias, mas que leva décadas a resolver problemas estruturais de saneamento ou saúde.
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