Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

Ping Pong Tangerina

Moderação 0


P

orque é que cada caso é um caso e tudo isto não é uma lista comum dos mesmos governantes, interesses e "obreiros" à caça de terrenos a todo custo (e não a qualquer custo)? Por sorte o edifício da antiga FAOJ não foi ao chão, talvez porque dá muito nas vistas, mas as quintas, muitas vezes a coberto de muros e vegetação vão sendo demolidas, ora é um DDT, ora é um empreiteiro, um promotor feito com o sistema.

Depois rebenta a bronca e sacodem todos a água do capote. Mas, quem aprova é sempre o mesmo departamento, no caso do Funchal, evidentemente. Vemos claramente que a política da autarquia é de privilegiar a construção de habitação "para estrangeiros e ricos", para AL's, em detrimento do património local. A eleição do Calado foi um sial claro de cobertura total às obras, e parece que a CMF ainda não saiu desse registo. Se fosse para locais a custos controlados talvez não valesse a pena o risco. Estamos a destruir história e identidade, o Funchal vai demolindo as quintas que dão alma à cidade para dar lugar a "empreendimentos habitacionais" de luxo.

Quando o MP chama as vereadoras é sinal de que a sociedade civil (neste caso através da denúncia e da justiça) está a reagir à "opacidade dos processos", que as publicações e comentários nas redes sociais ou no Madeira Opina valem a pena, em conjunção com a vigilância dos partidos da oposição que facultam dados e documentos. Fizeram um bom trabalho e até a Confiança sai a brilhar, ainda não acabou o mandato...

Hoje avançamos mais um bocadinho, estão em causa suspeitas graves de alegados crimes de prevaricação, violação de regras urbanísticas e abuso de poderes. Meus senhores, estivemos quatro anos a ver enormidades nos licenciamento, à beira de estrada, e o que está entre muros? A demolição foi aprovada em março de 2025 pela maioria PSD na Câmara Municipal do Funchal, com os votos contra da oposição (Confiança), que na altura avisou que a decisão sacrificava património histórico. A CMF sustenta que o licenciamento foi legal, que baseou-se no PDM (aquele ON/OFF?) e alega que o edifício não gozava de proteção legal específica que impedisse a demolição.

Agora só precisamos da prova e não mais documentos forjados com estudos à medida. Isto tem que acabar, há muita gente que parece não ter respeito pela justiça, que acha que vale a pena prevaricar porque nunca dá em nada. Depois saem-se a rir e os outros são mentirosos, caluniadores e andam a denegrir. Tenho para mim que nesta terra, quem mais fala em honra são os que menos têm.


Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.