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A sintonizar estações...

Força? Só se for para aturar tanta asneira…

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m São Vicente a política transformou-se num palco de vaidades. José Carlos Gonçalves e Helena Freitas são a dupla que troca o serviço público pelo exibicionismo. Não governam; pavoneiam-se. Confundem poder com mérito e promovem uma gestão teatral onde devia haver responsabilidade. A autarquia é dos vicentinos, não do seu ego.

A narrativa romanesca que tenta vestir o concelho — a "heroína" que salta à cena quando o líder vacila — é um artifício retórico, não um diagnóstico político. Retirar pelouros, reorganizar serviços ou reforçar técnicos são atos administrativos com efeitos concretos, não enredos inevitáveis. Sem provas de alianças, maiorias ou mobilização popular, as previsões de usurpação são mera conjectura.

O desgaste psicológico não é sinónimo de falência institucional. A capacidade de um executivo responder, negociar e ajustar políticas determina resultados, não novelas sentimentais. Exigir critérios testáveis ​​— que apoios existem? que maioria se monta? que receção eleitoral se observa? — é trocar a fantasia pelo rigor.

Não é só incompetência; é um padrão ético. Quando a direção prefere o circo ao trabalho, a população paga. Serviços atrasam. Projetos naufragam. Orçamento torna-se trincheira de vaidades. Menos retórica, mais planos. Menos fotografia, mais obras.

A política local exige transparência e responsabilização. Pedir explicações é um dever cívico. Que se apresentem metas, prazos e resultados. Que se expliquem decisões. Que se devolva dignidade à gestão pública.

Se querem reputação, ganhem-na com trabalho. Se querem autoridade, conquistem-na com resultados. A retórica dos heróis é conveniente para as capas. Para quem vive aqui, serve apenas para distrair. O concelho merece escolhas claras, ações mensuráveis ​​e respeito pelo bem comum.

Exigimos gestão, não teatro. Exigimos serviço, não vaidade. Até provarem competência, recusemos a cortina de fumo. Não comprámos bilhetes para o vosso espetáculo.

Acordem, vicentinos: exijam contas, peçam transparência e votem com memória. Não deixem que o orgulho alheio governe a nossa vida.

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