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A sintonizar estações...

A noite é para descansar, não para aturar selvagens.

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Q

uero dizer umas palavras no único lugar onde se pode nesta terra de autoritarismo. Parece que a ganância ainda não percebeu, apesar de alguns relatos, que o madeirense esta a ficar farto, está a hostilizar, está a ficar violento e já não atura carros de rent-a-car a fazer todo tipo de massacre à sua frente na rede viária. O madeirense é secular a acolher turismo, mas nada chegou a este ponto de nos tirar do sério e termos de nos fazer respeitar.

Estou farto dos empresários da noite liderado por um testa de ferro que intoxica tudo e todos para conseguir os seus intentos. Líder de cada vez mais bares para lavar dinheiro. O cidade não tem que ser um pandemónio na noite para ser alguma coisa, basta cumprir com respeito os direitos dos outros, nomeadamente descansar. Há empresários que ainda não entenderam como os madeirenses estão a mudar para pior por culpa da ganância deles. Isto vai dar para o torto. A decisão da Cristina Pedra foi acertada para saúde da cidade e cortar com a crescente onda de violência. Cuidado que ela pode retornar sob outra forma.

Os gananciosos não têm limite e vão testar os madeirenses até descambar? Parece que sim. Estes empresários que se sentem no poder querem "resortificar" a cidade. É verdade que cada vez mais afastam madeirenses da capital, mas ainda há gente suficiente para ser dar ao respeito. Bandalhos que se julgam os únicos com direitos. Se esse engomadinho, o presidente sonso desta autarquia continuar a remar contra o bom senso, novas provocações estão a chegar e chegarão. Qual é o palhaço da CMF que anda a bloquear ruas do Funchal com pilharetes de ferro? Se há uma emergência como é? Quem é o burro que faz disto?

A violência vai crescer nesta cidade por gente revoltada. E os senhores do PSD que não se armem como donos da cidade a responder torto, porque são outros que se julgam a controlar tudo. Vão para a missa bater no peito para serem vistos e não passam de pulhas a se fingir.

O lucro imediato de um punhado de empresários parece ser colocado acima do direito fundamental ao descanso e à saúde pública de toda uma comunidade. A narrativa de que o Funchal se transformou numa "cidade-fantasma" apenas porque se impôs um limite razoável ao ruído e horários de funcionamento é não só exagerada, como profundamente egoísta. São os novos do género "campos de golfe", vale tudo.

Os empresários lamentam quebras de 40% na faturação, pela noite dentro? Querem mudar as regras da saúde pública? O jogador de casino online vai de madrugada comer? Em nenhum momento se ouve uma preocupação com o bem-estar dos residentes que vivem por cima ou ao lado destes estabelecimentos. Para este setor, parece que a cidade só está "viva" se estiver a consumir álcool e a gerar ruído até altas horas da madrugada. É uma visão predatória de urbanismo onde o cidadão-residente é um obstáculo ao cidadão-consumidor. É aqui que nasce a violência. Parece que acham que vão fazer tudo e não vai haver lei do retorno.

Como começo a odiar estes pulhas do poder que estão numa onda tresloucada imposta por Albuquerque e Jesus, mas segue-se o engomadinho do Carvalho.

Utilizar termos como "cidade-fantasma" para descrever o cumprimento de horários que protegem o sono é um insulto à inteligência. Uma cidade funcional é aquela onde se pode trabalhar, mas também onde se pode dormir. Ao alegar que os clientes fogem para outros concelhos, os empresários tentam chantagear o Governo Regional e a Câmara para que as regras sejam relaxadas, ignorando que a Lei do Ruído existe para prevenir problemas graves de saúde, como stress crónico e distúrbios de sono na população local. A Lei existe para todos os locais e pessoas.

Ao defenderem que o horário deveria ser alargado no Verão "em prol dos madeirenses e turistas", estes empresários estão a promover um modelo de turismo de massas e de ruído que desvaloriza a própria marca Madeira. É o turismo de chungaria que quer se embebedar e estes empresários querem mesmo confusão para vender bebida. O turismo sustentável exige harmonia entre quem visita e quem habita. NÃO ESTÃO A RESPEITAR ISTO E A VIOLÊNCIA VAI CHEGAR PORQUE AS PESSOAS ESTÃO FARTAS. Exigir que a lei se curve à "noite" é admitir que o seu modelo de negócio é incapaz de se adaptar a padrões de convivência civilizada. Querem se adaptar ao turismo selvagem que chegou a esta ilha pelas mãos do Jesus. Cuidado com os madeirenses fartos e intolerantes, ninguém governa para eles.

É irónico que se peça "mais fiscalização" apenas para garantir que todos os outros fechem à mesma hora (para não haver concorrência), quando a fiscalização deveria focar-se, sobretudo, no cumprimento estrito dos limites de decibéis. O argumento de que a "mentalidade dos madeirenses tem de mudar" é, na verdade, um desejo de que o povo se submeta passivamente ao barulho em nome do fluxo de caixa de meia dúzia de estabelecimentos.

Vejam o que pedem, mentalidade dos madeirenses tem de mudar, para a violência para se fazerem respeitar nesta ilha de turismo selvagem? De canalhas?

O que estas páginas mostram é a resistência de um setor que se habituou a privatizar o espaço público e o silêncio para benefício próprio. A verdadeira vitalidade de uma cidade não se mede pelo número de copos servidos às 3 da manhã, mas pela capacidade de oferecer qualidade de vida a quem nela vive todos os dias.

Eu não quero a selvajaria de destinos rascas a se embebedarem. Quero a qualidade de vida dos madeirenses de volta, bando de selvagens!

O madeirense que comece a se dar ao respeito porque os gananciosos já não os respeitam. Há muita gente que acha que está tudo controlado e ignoram os madeirenses. Vai correr mal.

A Cristina Pedra vai ser lembrada com esta CMF a fazer asneiras. Escreverei uma série de asneiras que estão a ser implementadas no Funchal. A Madeira precisa de "despachar" gente como na Hungria.

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