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As declarações de José Prada (Secretário-Geral do PSD-M) sobre a venda de sedes do partido, do tempo de Jaime Ramos, denotam que era megalómano a rede de sedes e que Miguel Albuquerque colocou o dinheiro público através de Juntas e Casas do Povo para fazer o mesmo "servicinho" político.
Com Jardim e Ramos, nenhum queria que o PSD nacional pudesse um dia deitar as mãos ao património, por isso separaram as águas, depois com as brigas da sucessão até deu jeito, Jardi e Ramos saíram e o PSD era um inquilino. Por isso o Prada afirma que o PSD-M "não tem património" nem sedes. Estas pertencem ao IAD - Instituto Autonomia e Desenvolvimento (antiga Fundação Social Democrata).
Jardim e Ramos estão dotados de uma incrível capacidade de levar a Madeira e os organismos que criam à falência. Depois da falência do BANIF as jogadas ficaram mais "amarradas", o Jackpot não era suficiente e o financiamento encapotado encruou com as investigações judiciais. Vender património é um sintoma de que o PSD começou a viver com o seu dinheiro.
O Instituto está a alienar imóveis (como a antiga sede na Rua dos Netos ou em Santa Cruz) para "gerar liquidez" e responder a compromissos bancários, evitando execuções fiscais. O partido passará a ser apenas inquilino em espaços estratégicos. Esta separação entre o Partido e o Instituto (IAD) é uma manobra clássica de engenharia jurídica e política, dá corpo ao património "invisível" do PSD-M. Espero que os chineses não tenham que arrendar um dia o Chão da Lagoa para haver festa.
A sinceridade do Prada é novidade, ao dizer que o PSD "não sabe" o que o Instituto faz, o secretário geral do partido tenta sacudir a pressão política sobre a venda de património histórico do partido. No entanto, sendo o Instituto liderado por figuras como Alberto João Jardim, esta "independência" é puramente formal. Mesmo com as divisões internas.
Rica gente para convidar para conferências...
A necessidade urgente de "gerar liquidez" para evitar execuções bancárias sugere que a estrutura financeira que sustentou o partido durante décadas está a colapsar. A venda das sedes pode ser o início de um "emagrecimento" forçado do regime, onde o partido perde a sua presença física em cada concelho para conseguir sobreviver juridicamente. Significa que é preciso fiscalizar mais as portas do cavalo do dinheiro público, apesar das investigações já terem detectado alguma coisa... Agora, ninguém tira o facto, a estrutura política dominante que, sufocada em dívidas e processos (como a operação Ab Initio), se vê obrigada a vender as "joias da coroa" (sedes) para não fechar as portas.
O PSD está a perder as estruturas do esquema, o BANIF vai fazendo falta...
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