Este texto é uma crítica aos madeirenses e à Igreja local. Se nõ tem mente aberta mas muitos dogmas e fé cega, não deve ler. O texto é crítica construtiva porque o madeirense tem muito para crescer fora do casulo de ideias feitas e conforto comodista em que se meteu. Para uma melhor vida e uma democracia sã é preciso trabalhar todos os dias por ela. Hoje, por dois exemplos fulminantes, decidi escrever a ver se os madeirenses acordam. Parabéns ao Madeira Opina pelo seu serviço público único, tão perseguido e de muitos madeirenses ignoram para depois votar na corrupção. Aqui vamos...
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O espelho Húngaro e a realidade regional
A comparação entre a Madeira e o modelo político da Hungria revela semelhanças estruturais profundas. Parecem cópia. Em ambos os casos, observa-se a construção de um ecossistema onde o compadrio nos negócios e os conflitos de interesses deixam de ser anomalias para se tornarem o motor do sistema. Uma tentativa de todos se sentirem abençoados pela corrupção com uns a levarem quase tudo por ajuste direto e de futuro aos 10 milhões, e o resto a levar migalhas, ou nem isso.
Tal como em Budapeste, o domínio sobre a comunicação social cria uma redoma informativa, dificultando o escrutínio e a pluralidade de vozes. A oposição parva joga nesse palco e perde.
Na Madeira também se assiste a utilização de empresas públicas como ferramentas de propaganda e suporte logístico ao partido no poder desvirtua a equidade democrática. As bases de dados estão disponíveis para assediar e comprar.
A tentativa de condicionar ou controlar o sistema judicial é o último reduto da consolidação de um regime que se quer perpétuo. E depois pede-se mais Autonomia para aperfeiçoar a falta de fiscalização e o roubo perfeito.
Para que a sociedade madeirense evolua, é fundamental que o cidadão deixe de ser um mero espectador que legitima este "status quo". Participar não é apenas votar, é exigir uma separação clara entre o bem público e os interesses privados de um grupo que, atualmente, enfrenta graves questões perante a Justiça. O crescimento democrático da região depende da capacidade da população em não permitir que a governação seja confundida com a defesa de interesses particulares. Se repararem, toda esta gente de sucesso é suportada pelo erário público de forma artificial. Quando faltar, cai como o património do PSD.
O papel da Igreja, o contraste entre Roma e o Funchal
A postura das instituições religiosas serve frequentemente como termómetro moral de uma sociedade. Recentemente, a Igreja Católica ao mais alto nível demonstrou uma capacidade crítica assertiva. O Papa, ao caracterizar perfis de liderança divisores, sem precisar de nomear diretamente figuras como Donald Trump, traçou uma linha clara contra atitudes de exclusão e governações centradas no populismo hostil.
Este exemplo de independência moral contrasta vivamente com o cenário observado na Madeira. Enquanto em Roma se critica o desvio dos valores éticos no poder, na Região Autónoma a estrutura eclesiástica surge muitas vezes como uma engrenagem silenciosa, mas presente, na máquina do poder local.
Onde a Igreja deveria ser uma voz profética de vigilância e justiça, a sua proximidade excessiva ao governo regional vai moldando e silenciando o seu papel de guia ético, tornando-a cúmplice, por omissão ou benefício, de um sistema que carece de regeneração. O povo de fé cega, segue. É um servicinho da Igreja a uma ditadura camuflada onde é usada para branquear corruptos.
A evolução da Madeira exige, portanto, uma sociedade civil e instituições, incluindo a Igreja, que não se deixem cooptar, promovendo um ambiente onde a ética prevaleça sobre a sobrevivência política.
Se os madeirenses não forem comodistas, interesseiros, condescendentes e carneiros poderiam chegar aos calcanhares de húngaros ontem, de ucranianos há 4 anos, de toda uma gente de igual fibra que existe na Madeira mas qualquer dia, claramente por "vingança", começam a ignorar tanta gente cheia de si que não vai a lugar algum.
Há muitos madeirenses que fazem como alguns jornalistas regionais, quando surge alguém singular na sua classe, juntam-se ao exemplo para parecer, mas prosseguem o caminho de subserviência ao poder. Lamento dizer, as eleições dizem-no, os madeirenses são iguais e não se erguem contra o poder que os empobrece e está a dar cabo da Madeira e da qualidade de vida que tínhamos.
Cabe enaltecer o papel ignorado, perseguido, enxovalhado e sujeito a muitos egos do Madeira Opina. Que existam sempre para se poder escrever texto de valor nesta sociedade. Em vez de seguirem astutos, argutos e ardilosos, que se fingem no molde que o povo aceita para poderem chegar à participação na máfia organizada.
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