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André Ventura sai do "armário", para quando a presença na Parada?

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A parada toda deseja-te, os "militares de abril".

A

 ignorância é um karma e o meia-bola e fogo um abica burros. André Ventura, sempre seguro na asneira, encontrou um belo lugar para se assumir, a Assembleia da República, e perante todos os colegas saiu do armário. Só André Ventura poderia minar as comemorações do 25 de abril com com uma novidade única, o de se afirmar para todo o país. Eu bem que achava que quem tanto falava é que queria embarcar.

Ai! Ai! Ai! Calma, não é ele aflito sou eu nesta admiração. O verde, cor da esperança mas também de certas causas que ele tanto fustiga, assentava-lhe tão bem na lapela com uma harmonia que o próprio, no seu ímpeto de 'provocador', nem sonhava. Afinal, a natureza tem destas ironias, quando tentamos ser diferentes pelo choque, acabamos por revelar naturezas que o discurso oficial tenta sufocar.

As imagens correram mundo e não há arco-íris que não o deseje, é muito raro um fascista com estas tendências da popa. Ali estava ele, entre Cravos de Abril, a ostentar uma nuance que a história e certas comunidades guardam com carinho e orgulho. É Pride. Foi um momento de uma 'sensibilidade' inesperada, quase poética. Enquanto discursava com o vigor habitual, a lapela sussurrava uma verdade diferente, mais colorida e inclusiva do que o seu programa eleitoral alguma vez permitiria. Aquele furor animal enlouqueceu toda a claque que abandonou os filmes de fim de semana para ligar ao canal de notícias. Excitante, enlouquecedor, sua bandida vem cá.

Aí! Ai! Ai! Calma ainda não é ele, mas também não sabemos a rodagem. é uma expressão de verdadeira surpresa. É o que acontece quando se quer ser disruptivo sem estudar a semiótica das cores, ó ó acaba-se a marchar na mente de muitos loucos para CHEGAR à prática. Agora percebo porque o de Oeiras o chama de Andrézito, sem saber, numa parada que não era a dele ou talvez fosse, talvez subconsciente de Andréziro apenas precisasse daquele tom de clorofila para se sentir, finalmente, em casa. No fundo, André deu ao 25 de Abril um novo brilho, provando que, mesmo nos jardins mais rígidos, pode brotar um detalhe que nos faz olhar para ele com outros olhos. Quem diria que o verde lhe daria tanta... saída? Eles andam loucos com a novidade e para lhe chegar à espinha.

Andrézito, a malta da Eurovisão espera por ti, participa, és um animal (no bom sentido) que tira qualquer um do sério. Só me apetece uivar! Para mim és uma florzinha exótica. Agora é que o Bloco vai insistir em distinguir bem Ele de Ela, e demais cores do arco-íris.

Foi tão belo aquele discurso, enquanto Andrézito achava que estava a irritar os "capitães de abril", estavam eles na verdade a limpar as armas para lhe dar uma entrevista.

Termino sem saber se tiro saiu ou entrou pela culatra.

Nota: diz o ditado que quem não lê a história está condenado a repeti-la, mas o Andrézito elevou a "fasquia" (de muitos), quem não lê a história acaba a desfilar com o "outfit" errado. Se tivesse folheado um livrinho sobre a boémia parisiense de 1890, saberia que aquele cravo verde não era um grito de revolta, mas sim um convite muito... específico. Naquela época, o verde na lapela era o "swipe right" dos cavalheiros que preferiam a companhia de outros cavalheiros. André, sem saber, resgatou o código da sedução de Paris direto para o hemiciclo. Outro visionário este da estética! O verde não é só a cor da esperança... é a cor de quem finalmente se encontra.

Querido, sossega o grelo, um swing para ti também.

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