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Criminalização do cliente: alguns reparos à PRIMOR do Fórum Madeira

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odos os negócios têm as suas vicissitudes, calcanhares de Aquiles, partes que ninguém gosta de fazer, despesas que se assumem, sacrifícios, etc. Nenhum negócio é perfeito, só o dos ladrões dos bancos. Antigamente o cliente tinha sempre razão, mas agora não tem nenhuma e tudo começou com a impessoalidade do atendimento via internet, que parcialmente existe em lojas como os supermercados, onde fazes tudo inclusive ter culpa se algo corre mal no sistema.

Aos poucos, somos todos iguais e normalizados, pela premissa pior, se há um bandido, ladrão, cabrão, é suficiente para o sistema tratar todos por bandidos, ladrões e cabrões. Esta é a fórmula que permite os bons e civilizados se tornarem maus, porque não há diferenciação, o que significa que os modelos de negócio que querem defender o "seu", fazem o pleno dos bandidos, ladrões e cabrões para caberem no sistema. Faço-me entender? É a bitola que não falha, mas ofende, mas assim os bons cidadãos também sobem a bitola para não se sentirem insultados e passarem por bandidos, ladrões e cabrões.

Estamos na desumanização do atendimento, a má experiência de consumo atual e a presunção de culpa. Quando uma loja trata todos como potenciais vândalos (colando fitas em tudo ou proibindo o uso do olfato), ela destrói o contrato de confiança. Se não há provadores, a loja está a vender "gato por lebre", esperando que o cliente assuma todo o risco da compra. É uma loja que não está interessada em servir mas no meu cartão de multibanco.

Lojas deste tipo de produtos têm o calcanhar de Aquiles, o das marcas raramente manterem um mesmo produto por muito tempo, estão sempre a variar, dizem que é inovar, mas nem sabemos o que vai lá dentro apesar de escrito no rótulo, que misturas fazem para ganhar mais dinheiro e, apostam no cheirinho, que não podemos cheirar?

As lojas físicas estão a morrer por causa da internet. O único trunfo que uma loja como a PRIMOR tem face a um site é a experiência sensorial (tocar, cheirar, testar). Se a loja retira isso, ela anula a sua própria razão de existir. Para comprar "às cegas", o cliente fica em casa e compra online. O comércio que proíbe o "cheiro" está a suicidar-se comercialmente. O futuro é esse, comprar às cegas?

Fita-cola, falta de amostras, vigilância estúpida fazem parte de uma gestão de stock que ignora o marketing de relacionamento. O custo de ter um frasco de teste é visto como "prejuízo" e não como "investimento na satisfação". Isto revela uma visão de curto prazo, preferem poupar 10€ num testador do que ganhar um cliente fiel que gasta 100€ por ano. No meu caso, não entro mais na PRIMOR. Ofenderam um civilizado.

Devo estar a ficar velho, ou estou em obsolescência programada devido ao avanço agressivo nesta forma de vender. Antigamente, o comerciante tinha o prazer de demonstrar a qualidade do produto. Hoje, o cliente parece ter de pedir "licença" para conhecer o que vai pagar. É uma inversão perigosa onde o consumidor é visto como um "mal necessário" e não como a razão de ser do negócio. Não sei para onde é que isto caminha, vão vender cosmética para o robô Semilha?

O comércio que retira o sentido ao cliente (literalmente, o olfato) acaba por perder o sentido para a comunidade. Se a fita-cola é a vossa melhor ferramenta de marketing, não se admirem que o cliente use a fita-cola para fechar a carteira à vossa porta.

Falando claro e directo, a PRIMOR, quando pode, coloca fita cola em todas as embalagens para que nem o sentido de olfacto possamos usar, algumas embalagens falham porque é um trabalho monstruoso. Se apanhas algum sem fita cola e vais a cheirar levas reprimenda. Uma pergunta muito simples, porque não têm um frasco de amostra como nalgumas boas perfumarias?
A ARAE continua a perseguir os ovos de Santana ou há intocáveis? Há cada vez mais miras a tratar os madeirenses como se fossem bandidos da Venezuela, e como a quantidade é muita, o madeirense já é bandido, ladrão, cabrão. Não mudam o chip para outra civilização... mas falarei de outra mais à frente...

Há algo de muito errado na nossa sociedade, os madeirenses entre si já falam como um gangue sobre toda esta porcaria que em poucos anos se abateu na Madeira, alterando a nossa qualidade de vida. Eu não tenho dúvidas de que tudo o que venha do continente americano precisa de um bom sabão antes de entrar na Europa, não sei se na PRIMOR terão esse sabão.

Não sou xenófobo ou racista, sou civilizado e educado, mas estou convencido de que tenho que mudar para pior para ser respeitado. Nunca votei CHEGA, mas apetece, mais do que política é o significado da saturação do que se atura todos os dias nesta Madeira. Demasiados infestantes a estragar tudo. Mas nós é que somos os bandidos, ladrões e cabrões, porque só existe isso nalgumas cabeças de mau berço.

O madeirense tem que deixar de ser pato no meio de todas estas agressões recentes, importadas, espero que o meu texto seja um exercício de cidadania comercial, que expõe a hipocrisia de querer o dinheiro do cliente, mas recusar-lhe a dignidade do processo de escolha.

Não sou rico, nem bandido, ladrão ou cabrão, mas pago o dobro e consumo menos, mas não entro mais na PRIMOR do Fórum Madeira.

E...

Ainda hoje, fiz uma compra noutro estabelecimento e só tive direito ao ticket do multibanco. A ARAE continua a perseguir só os ovos de Santana ou há intocáveis? Os miras estão a recriar a "Pequeña Venezuela" nesta ilha e a tratar os madeirenses como se fossem bandidos da Venezuela, como a quantidade é muita, o madeirense já é bandido, ladrão e cabrão.

E...

Cuidado com a promoção de preços inflacionados deste fim de semana de um supermercado. Outra incrível!

Hoje estou levado da breca! Mas nem a m**** de uma passagem se consegue comprar sem confusões para arejar daqui.

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