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Mas o homem é um burro inchado, por isso o ego não "desinsuflar", porque nem conhece.
Na última semana, num golpe publicitário sem querer, um pote de Nutella flutuava a bordo da Artemis II. A Nutella é um dos produtos alimentares mais icónicos do mundo, e agora ainda mais, com uma história que remonta ao período pós-Segunda Guerra Mundial, em Itália.
A Nutella pertence ao Grupo Ferrero (Ferrero SpA), tem sede em Alba, Itália. É uma empresa familiar e privada, gerida pela família Ferrero há três gerações. Detém marcas globais como Ferrero Rocher, Raffaello, Kinder (Kinder Ovo, Kinder Bueno), Tic Tac e, mais recentemente, adquiriu marcas como a Thorntons e os negócios de confeitaria da Nestlé nos EUA. Sabias disso Trump? A Nutella também é América First. Vai comprando um país que não fora o exército a inventar negócios por ti estava falido a pagar dívidas
Ai a Coca-Cola, assim e assado? A receita exata da Nutella é um segredo comercial guardado a sete chaves, semelhante à fórmula da Coca-Cola. Estima-se que a Ferrero utilize cerca de 25% da produção mundial de avelãs todos os anos para fabricar o creme.
Trumpalha, enquanto semeias pobreza és bem capaz de estar a semear o fim da América, sabias que a origem da Nutella está ligada à escassez de cacau depois a Segunda Guerra Mundial. Foi só pôr fascistas a andar e a Itália respirou. Será que te tocas? Ai América first a bordo da Artemis II, a Nutella é italiana, profundamente enraizada na região de Piemonte, no norte de Itália. Itália first. A tua ex-amiga Meloni pregou-te uma partida.
Ao contrário da Coca-Cola que até parece contrafação, com um idiota a querer alterar a compisição, a Nutella é extremamente discreta em relação às suas operações e fórmulas, mantendo a receita da Nutella como um dos segredos comerciais mais bem guardados da indústria alimentar. Um smooth operator que entro na Artemis II.
Querido Trumpalha, arrumei-te com um creme de barrar, mas falta a minha "bomba atómica" na tua ostentação e ego. Sabias que para a missão Artemis II, houve a contribuição fundamental da Europa (através da ESA - Agência Espacial Europeia)? Com o Módulo de Serviço Europeu (ESM). Rapaz, ainda bem que isso não foi da Boeing... Embora a cápsula onde viajam os astronautas (o Módulo de Tripulação) seja construída pela NASA, ela não consegue voar sozinha. Foi o ESM, acoplado logo abaixo da cápsula, que garantiu que a nave Orion funcionasse durante toda a viagem à volta da Lua.
Amigo Trumpalha, foste um cagão a dar a volta à Lua com material europeu, desde logo a propulsão, com o motor principal e os tanques de combustível para as manobras espaciais. Com o suporte de vida, que forneceu a água e o oxigénio essenciais para os quatro astronautas da missão. Com o controlo térmico, que mantém a temperatura ideal no interior da nave, senão chegavam 4 peças congeladas à Terra. Mas não sendo suficiente, também a energia com os quatro "braços" (painéis solares) da Orion, também pertencem ao módulo europeu e geram a eletricidade necessária para todos os sistemas.
Trumpalha, Trumpalha, este módulo ESM foi construído em grande parte na Alemanha (pela Airbus, ai que dor), mas conta com componentes fabricados em dez países europeus. Foi a primeira vez que a NASA confiou a um parceiro internacional um sistema tão crítico (o "coração" da nave) para uma missão tripulada. Trumpalha, e se isso era Boeing (?), onde pairavam os quatro que não são de Liverpool?
Ainda não derrotei o teu ego? Depois de Cuba e Groenlândia, não vás espalhar brasas para os Açores, por causa das Lajes depois de te fecharem as portas na Europa, é que para além de Portugal servir de "porta-aviões" a meio do Atlântico para as tuas bombas, devo informar que Portugal fez parte do esforço internacional e muito relevante na missão Artemis II.
Portugal forneceu o "Cérebro" e o Software (Critical Software) que desenvolveu partes do software de bordo que controlou os sistemas vitais da nave Orion. Amigo Trumpalha, Portugal fez o que chamamos de software "missão-crítica", se falhar, a missão está em risco. O software garante que os dados dos sensores sejam processados corretamente para manter a nave no rumo certo. Chegaste à Lua pela mão de Portugal, sabes onde se localiza?
Agora vai um Tomahawk, a Active Space Technologies fabricou os componentes estruturais e sistemas de gestão térmica. No espaço, a nave passa de temperaturas de -150°C (na sombra) para mais de 100°C (sob sol direto). O hardware português ajudou a garantir que os instrumentos não congelem nem derretam. Simples.
Sai um hipersónico, a cablagem e sistemas eletrónicos foram da FHP - Frezite High Performance, sediada no norte de Portugal, que contribuiu com as proteções térmicas, aquela espécie de "papel de alumínio" dourado ou prateado que vês por fora dos satélites, e os componentes eletromecânicos que ajudam a proteger o módulo das radiações e micrometeoritos.
O que seria de ti Trumpalha com o America First, sabias que a gestão de dados e sensores foram da EDISOFT? Pois é, o sistemas de suporte ao segmento terrestre e na integração de sistemas que permitem monitorizar o estado da nave a partir da Terra.
Amigo Trumpalha, em janeiro de 2026, Portugal deu um passo ainda maior ao assinar oficialmente os Acordos Artemis. Significa que, além de sermos "fornecedores" de peças, agora somos parceiros estratégicos diretos da NASA. Portanto, se tens o ego ferido, lembro que isto abre a porta para que, nas próximas missões (Artemis III, IV...), possamos ver não só mais tecnologia portuguesa, mas quem sabe, no futuro, um astronauta português a participar na logística da estação lunar Gateway.
Sempre queres fechar a América num racho de lunáticos?
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