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Curtas e Oportunidades

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11/04/2026, 12:57:36
Eu gosta muito de ser um Anaclet ou um Rui, coincidências, mouches, há terrenos perdidos que se valorizam tanto com um aloucado campo de golfe. É verdade, uns compram barato com informação privilegiada para depois vender caro, são os milhões do regabofe. Mas há outros que ficam à beirinha de urbanizar, que coincidência. Eu gostava tanto de ser Anaclet ou Rui, autênticas achadas, ora Teixeira ora Abreu. A Madeira é uma terra de oportunidades, agora emigram para aqui em busca de fortuna, só o madeirense é que parece que vai desaparecer na pobreza, trabalhando barato para estes inimigos internos.

12/04/2026, 1:24:53
É de louvar a honestidade intelectual e a coragem política de João Soares ao admitir, sem rodeios, que a responsabilidade pela falta de alternância democrática na Madeira não morre solteira no colo do regime, mas é também fruto das fragilidades e escolhas do próprio PS-M ao longo das décadas. Este reconhecimento de um histórico socialista é um exercício de lucidez raro, que dignifica o debate público ao colocar a autocrítica acima da retórica partidária fácil, demonstrando que só através do diagnóstico realista dos erros internos se pode aspirar a construir uma alternativa credível para o futuro da Região. Contudo, é preciso não esquecer a máxima atribuída a Einstein: "Insanidade é continuar a fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes". Se o PS-M continuar a insistir nos mesmos métodos, nas mesmas estruturas, nas mesmas narrativas e pessoas que o trouxeram até aqui, a experiência política será, inevitavelmente, a mesma. Mudar o discurso sem mudar a prática é apenas repetir a experiência laboratorial que já sabemos dar em nada. Sem uma rutura real com o passado que o próprio João Soares aqui critica, o resultado final será sempre a manutenção do status quo. No último congresso regional rodaram os mesmos.

12/04/2026, 2:31:17
O crescimento económico da região, por si só, é incapaz de estancar a violência doméstica, mantém-se numa média aterradora de duas queixas por dia na Madeira. O facto do Relatório Anual de Segurança Interna registar 756 ocorrências em 2025 é apenas a ponta do icebergue, porque muitos casos são "abafados pelo silêncio" e pela dependência emocional ou financeira. O PIB pode medir a riqueza que circula, mas não mede a saúde das relações humanas nem a segurança dentro de casa, o sucesso económico da Região torna-se oco se não for acompanhado por uma evolução social que erradique esta "normalização" do abuso, onde o álcool e o ciúme ainda servem de desculpa para o injustificável. Violência doméstica parece tão normalizado como andar a conduzir bêbado na Madeira.

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