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Resposta ao texto: "Madeira não precisa de ódio!"

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Não falem de ódio, ataquem as causas que geram a animosidade crescente.

O simples facto de existir um texto como aquele que vou comentar, aceita que existe ódio e coloca tudo noutro patamar. Do mal o menos, há pessoas atentas aos fenómenos em vez de "desvalorizar", como sempre faz Miguel Albuquerque, sem esquecer seu comparsa Eduardo Jesus, autores do que se está a passar na Madeira.

Comentário ao texto:

O

 texto é de avestruz com a cabeça desenfiada da areia, parece que escreve alguém que apostou no turismo massivo e nunca se preocupou com os madeirenses e que agora percebe que as coisas vão pelo mau caminho porque conseguiram tornar um povo amorfo em irritado. Os madeirenses foram "atropelados" pelo turismo massivo, por conta deles os supermercados e a habitação ficaram incomportáveis, a rede viária está saturada em quantidade e em desaforos, perdemos a qualidade de vida, fomos afastados de muitas partes da nossa terra porque não vamos descansar nos locais idílicos com milhares de pessoas. assim ficamos no meio do trânsito no Funchal. O madeirense, antes da Covid, já tinha hotéis e esplanadas que não gostava da sua presença, agora, se os estrangeiros fizerem asneiras quem é mandado calar ou não atendido é o madeirense. Ainda bem que o episódio da BP da Ponta do Sol surgiu porque há muitas situações iguais. Os que veem lucro acham os madeirenses um inconveniente.

Que tipo de sentimento querem que nasça quando, a par disto, temos um Governo Regional que governa para amigos, para infraestruturas negócios privados, que não atende à qualidade da Saúde, que gasta o PRR em tretas e não na população para uma real Recuperação e Resiliência? Estamos fartos de crises para enriquecer ricos, para uns brincarem na bolsa sem respeitar o mundo, para outros fugirem a impostos e lavar dinheiro com criptomoedas nesta terra, pelo acumular de problemas de outras sociedades trazidos para a Madeira, tolerados por causa do voto.

O problema do madeirense foi só acordar agora com o turismo massivo, porque perdeu a oportunidade e tornou-se minoria. Agora miras, estrangeiros que gostam de "ganhar dinheiro", as famílias do poder e todos os dependentes  e favorecidos pelo erário público votam. Isto não é racismo ou xenofobia, é falar claro sobre as razões do madeirense estar mais pobre, com um PIB que não chega aos vencimentos e ser tratado como cidadão de segunda ou terceira na sua própria terra.

Quem é que cria este ambiente para que depois o populismo leve de borla?

Pare um bocadinho, olhe à sua volta, o que é que esta conjuntura tem de bom para o cidadão madeirense comum? Nada para a população está a dar certo! Vencimentos, saúde, habitação, qualidade de vida, Subsídio Social de Mobilidade, usufruto da sua terra, sustentabilidade (natureza, água, lixo, rede viária, etc). O status Quo desconsidera os madeirenses.

Todos sabem falar bonito, o problema é a realidade.

Falam de ódio, que fica do lado dos cidadãos, para tornar os dois responsáveis, Albuquerque e Jesus, uns omissos da situação que criaram. Esta é que é a verdade! E não encostem lodo ao ódio, é animosidade justificada, abalroaram os madeirenses sem pingo de consciência.

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