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A Madeira às avessas…

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A

 semana que terminou foi farta de loucuras. Dificilmente, teremos outra igual, ou talvez não, porque agora a tendência é duplicar as festas, desde o Carnaval à Festa da Flor, passando pela arena política.

O Diário de Notícias da Madeira empenha-se no “Panda”, negócio que rende com as câmaras municipais aderentes. Quando o principal órgão de informação da Região, entretém-se no “Panda”, o jornalismo só pode ser lixo. E é ver o diretor do principal órgão da comunicação social a desdobrar-se em conferências de imprensa com os autarcas amigos do DN e a impor primeiras páginas desse “panda”. Vai uma pandalhada no DN-Madeira e o resto é tratado com pinças para não tocar no poder nem nos empresários, proprietários dos órgãos de informação da RAM.

Entretanto, os assuntos que verdadeiramente interessam ser debatidos na Comunicação Social estão fora da agenda da imprensa, comprometida com o poder e assalariada com o Panda e outros festivais.

Valha-nos o Madeira Opina, voz ímpar neste charco regional. E anónima tem de ser face à perseguição instalada e ao medo que muitos têm. Não há outra volta a dar.

Na Universidade da Madeira, somem e seguem os favoritismos dos apaniguados. Inocentemente, há um(a) docente que recorre para o Conselho da Universidade, perante um concurso com bilhete de identidade estampado. Quando devia colocar o assunto no Tribunal Administrativo, mas ciente de que este órgão da Justiça trabalha a passo de tartaruga e só irá pronunciar-se quando o reclamante estiver aposentado. Tantos casos e nada no Tribunal administrativo e Fiscal do Funchal, pelo menos quanto à UMa diz respeito!

Entretanto, há tantos outros casos da nossa Universidade, uns mais mediáticos, outros não, mas todos à volta de concurso direcionados para os favoritos do Senhor Reitor que andam a ser mais ou menos contestados na Justiça, com avaliações incorretas ou currículos falseados dos candidatos. Não sei quando a Inspeção-Geral do Ensino Superior entra em ação para colocar em ordem este estabelecimento de ensino dito superior.

A Universidade da Madeira, pelo seu funcionamento interno quanto a promoções e a reconhecimentos dos mais distintos que ainda trabalham e investigam, e quanto a cursos desacreditados e que têm de encerrar, transformou-se num caso de policia que o Ministério Público e o Tribunal de Contas deveriam investigar, já que a Inspeção-Geral do Ensino superior não tem orçamento para deslocar ao Funchal uma brigada de investigadores que analisem minuciosamente as artimanhas reitorais. E documentação não falta, por agora!

Entretanto, o presidente do Governo Regional da Madeira ensandeceu. Fala de uma agricultura próspera na Madeira, quando percorremos a ilha e só vemos terrenos agrícolas convertidos em matagais e cheios de infestantes que são material combustível para incêndios. O dito não percorre a ilha?

E mais: ele falou de a Madeira equiparar-se a Singapura em matéria de educação. Mas saberá ele qual o sistema de ensino em Singapura?


Nota do MO: autor, verifique se o texto está completo, chegou com o fim "Singap".

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