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O problema é que depois trincaram a língua, quando Eduardo Jesus se dedicou a trazer turismo rasca de avião low-cost. Porque não fazem mais uma página de propaganda diária sobre as chegadas e partidas do nosso aeroporto, como aterrou, como deu voltas, os seus desenhos de fuselagem e sobretudo que o Aeroporto baniu os madeirenses de lá estarem?!
Agora que os portos na europa estão em sentido contrário (e queremos ser os melhores sem olhos na cara nem mundo vivido), por causa dos danos ambientais de um só navio de cruzeiros valer vários milhares de carros em poluição, vamos em sentido contrário. Vivo em "meia cota" da cidade do Funchal e, desde o meu apartamento, é perceptível se há navio no porto sem ver, consoante a orientação do vento sente-se o odor do combustível.
Esta situação é caricata numa região onde a incidência de cancro tem-se consolidado como uma das principais preocupações de saúde pública local, registando uma tendência crescente que culminou na inversão do padrão histórico de mortalidade da população madeirense. Tradicionalmente lideradas pelas doenças cardiovasculares, as estatísticas mais recentes revelam que as neoplasias malignas passaram a figurar como a principal causa de morte na Região, com um impacto estatístico bruto que desafia as estruturas de saúde regionais.
Este aumento progressivo do número de novos diagnósticos, com especial relevância para os tumores colorretais, do trato respiratório (traqueia, brônquios e pulmão) e do fígado, está intimamente associado a uma combinação complexa de fatores. É evidente que entre eles se destaca o acentuado e célere envelhecimento demográfico da população insular, a persistência de hábitos de estilo de vida de risco (como o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, que influenciam assimetricamente os géneros) e a maior eficácia e abrangência das ferramentas de diagnóstico precoce e rastreio, que trazem mais casos à luz do dia. O problema é que os joens com cancro estão em crescendo.
Ninguém vai à procura das causas? Numa região de "ar puro", no meio do Atlântico e pelos jactos de ar dos vales, o caso dos cruzeiros é ignorado como possível razão adicional?
O grande desafio regional não se esgota na deteção da doença, os relatórios nacionais alertam de forma crítica para o facto de a Madeira registar uma das taxas de sobrevivência aos cinco anos mais baixas do país, um indicador que sublinha a urgência imperativa de otimizar os tempos de resposta cirúrgica e terapêutica do SESARAM e de reforçar o investimento em estratégias preventivas e de acompanhamento oncológico de proximidade.
E a comunicação social o que faz? Dedica-se à propaganda que paga ou a informar para além do evidente, como qualquer página de copy/past de notícias requentadas à moda do consumidor de entretenimento da Madeira?
Onde retiram o ar que analisam na Madeira? é como a água do mar? Mediaram? Quem são os donos dos jornais, há algum interessado no negócio?
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