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SSM: subsídio do rabo em casa.

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Portugueses de Segunda, isto ainda não acabou.
A lei travão existe para os transportes subsidiados no continente?

A

 facilidade com que um turista estrangeiro ou um nómada digital aterra na Madeira, contrasta de forma violenta com a gincana financeira e burocrática a que o cidadão madeirense é submetido sempre que precisa de sair da sua própria ilha e receber o subsídio. Enquanto o visitante europeu compra um bilhete direto nas companhias low-cost por uma fração do seu salário, sem justificações ou intermediários, o residente vive amarrado ao sobressalto das tarifas aéreas inflacionadas pelas companhias que detêm o monopólio das rotas. Por outro lado, o SSM é um subsídio para ricos e um subsídio para companhias aéreas, não um subsídio social para madeirenses. Para uma classe de burgueses da Madeira, é um subsídio para as "despesas de representação".

O madeirense é obrigado a funcionar como uma espécie de financiador forçado do sistema, tem de adiantar centenas ou milhares de euros do seu próprio bolso para garantir uma viagem em classe económica, depende do preço e do acumular de valores a receber. É um esforço financeiro brutal para as famílias com rendimentos médios regionais, ficando depois à mercê de reembolsos lentos, filas nos CTT e uma teia de burocracia que transforma o direito constitucional à mobilidade territorial num luxo inacessível para quem cá trabalha e desconta. Quem já reparou que, em muitas épocas, é mais caro viajar de Lisboa para a Madeira do que de Lisboa para Nova Iorque? Dispensem-me conversas de procura e oferta. Isto começa a precisar de outra linguagem, já gozam todos há muitos anos.

Esta autêntica "novela" política em torno do Subsídio Social de Mobilidade e do Mecanismo de Continuidade Territorial atingiu um ponto de saturação tal que já só merece uma resposta de repúdio absoluto e indignação popular. O arrastar de votações, as alterações legislativas cosméticas, os vetos e as constantes cedências aos lóbis da aviação comercial, agora mascarados pela perigosa eliminação do teto máximo elegível, para a qual o próprio Presidente da República já veio alertar, são um insulto diário à inteligência dos madeirenses. Os outros subsídio de mobilidade de outros portugueses como são geridos?

O que devia ser um processo simples, direto e automático, onde o residente pagaria apenas a sua tarifa fixa à cabeça no ato de compra (os referidos 79€ ou 59€ para estudantes), foi transformado num circo político infindável, onde os partidos se digladiam na Assembleia com culpas partilhadas entre o Continente e a Região, enquanto o povo continua a pagar a fatura da incompetência legislativa.

QUERO SER ESPANHOL! Porque não copiam em vez de inventar? Porque são complicadinhos? Porque este subsídio é dado de má vontade? Porque é que quem erra não se demite?

O desespero de quem precisa de viajar por motivos de saúde, trabalho ou simplesmente para estudar e manter os laços familiares com o exterior já não se compadece com discursos moderados, a paciência esgotou-se e este bloqueio crónico merece uma rutura firme com o politicamente correto. É inadmissível que em 2026 a Madeira continue refém de um sistema que permite às companhias aéreas aumentarem os preços de forma especulativa, sabendo que o Estado irá cobrir a diferença sem questionar, enquanto o elo mais fraco da cadeia, o cidadão comum, continua asfixiado pela falta de alternativas viáveis.

Esta humilhação constante a que os residentes estão sujeitos para usufruir de um direito básico que deveria garantir a coesão do país é o reflexo de uma classe política que prefere alimentar a burocracia estatal e salvaguardar os interesses financeiros das transportadoras em vez de resolver, de uma vez por todas, o isolamento dos cidadãos das Regiões Autónomas.

Depois de ser tratado assim, depois de adiantar caro, só falta dizerem que nos chamam a polícia quando ficamos indignados à porta do embarque por mais patifarias. Vão todos para o inferno malditos. Quanto mais se pensa, mais revoltados ficamos. Isto começa a precisar de outra linguagem.

Subsídio social de mobilidade simples por Miguel Pinto Luz, conhecem?

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