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Observando a solução de golfe, vamos ser claros, se o Marítimo, num delírio de ambição, decidir construir um novo estádio, o Governo Regional não tardará a "infraestruturar" toda a zona envolvente. E, num milagre que já conhecemos bem, a terra que rodeia o campo será magicamente convertida em zonas de construção de luxo, entregues, por uma coincidência abençoada, aos "amigos" do costume.
É uma forma de financiar o Marítimo sem obstáculos de Albuquerque.
Enquanto a imprensa clubista se entretém a atacar o futebol, fecha os olhos àquilo que é a verdadeira máquina de lavar interesses, o modelo do golfe, onde o relvado é apenas a fachada para a especulação imobiliária. O futebol projeta a região, cria laços e forma jovens, a especulação desenfreada dos "amigos do regime" só cria bolsos cheios e betão inútil. Mas podemos ironizar!
Marítimo, cuidado com os abraços apertados do Governo. Quando eles trazem ofertas de "infraestruturas", geralmente não estão a pensar nos adeptos ou nos resultados desportivos, mas sim em quem vai licenciar o próximo condomínio de luxo à porta do estádio. Mas, se for preciso dar o salto, que tenhamos 10 anos a fazer pé de meia para depois, noutras competições bem remunerados, acabemos de vez com a dependência.
O clube que procure a sua verdadeira emancipação, porque, neste regime, o que parece apoio público é, muitas vezes, apenas o pontapé de saída para um negócio privado. Como muitos investimento do Governo de moscas e elefantes brancos, o Golfe no futuro será custos para o erário público pagar.
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