Com a divulgação dos dados que mostram que a inflação homóloga norte-americana (CPI) acelerou para 4,2% em maio, atingindo o nível mais alto dos últimos três anos, Trump declarou aos jornalistas no Salão Oval: "Eu adoro a inflação" ("I love the inflation"). Agora podia ser a vez de Miguel Albuquerque que desvaloriza tudo... mas com bom "papel" na algibeira.
A
Não sei como, mas texto da notícia e a conjuntura económica regional identificam claramente as forças motoras por detrás deste aumento galopante de preços. A inflação na Madeira não é um fenómeno importado passivamente; resulta de uma combinação de fatores geográficos, económicos e de modelo de desenvolvimento.
LOL, o próprio artigo diz que a inflação é fortemente impulsionada pelo "bom momento do turismo" 😂. Os setores dos restaurantes e serviços de alojamento registaram um agravamento homólogo substancial (+5,9% no cômputo geral e +7,80% especificamente no alojamento). É o único "benefício" que o PIB de Albuquerque dá ao povo? Uns comem a carne e outros os ossos?
O fluxo massivo de visitantes e o poder de compra estrangeiro inflacionam os preços praticados no mercado local, arrasta consigo o custo de vida para o residente comum, que ganha em salários regionais, mas consome a preços turísticos. ALBUQUERQUE NÃO GOVERNA PARA OS MADEIRENSES!
E voltamos ao mesmo, é preciso dizer a verdade até acabar com o revisionismo e narrativas. A canalização de fogos para o alojamento turístico, os investidores externos (rent-a-cars, AL's e serviços conexos de turismo), nómadas digitais e reformados estrangeiros reduzem a oferta residencial de longa duração. Com menos casas e mais procura qualificada, o custo da habitação (e despesas associadas como água e eletricidade, que subiram 4,6%) dispara, tornando-se o maior sorvedouro do rendimento familiar.
ALBUQUERQUE NÃO GOVERNA PARA OS MADEIRENSES!
Então vão bradar aos céus ao Seguro, por causa da Ultraperiferia, choram pelo POSEI e depois o artigo sublinha o papel gravoso dos transportes, que registaram a maior subida homóloga da região com um aumento de 12,4% (e +6,56% na análise do IPC). Viva Trump no Golfo, mas também o monopólio do Sousa! Por ser uma economia ultraperiférica e insular, a Madeira é estruturalmente dependente das importações por via marítima e aérea para quase tudo o que consome (bens alimentares, matérias-primas e energia). Quando os custos dos combustíveis, dos fretes marítimos ou da logística sobem, o impacto é imediatamente refletido nas prateleiras dos supermercados. Há menos alternativas de concorrência e cadeias de distribuição alternativas na ilha para amortecer o choque.
Quem alimenta monopólios no Transporte, Gestão de Combustíveis, concertação de supermercados ao banir aqueles que não engrenam no jogo (LIDL)?
O Turismo Massivo sobe os preços nos supermercados.
Enquanto o território continental dá sinais de estabilização gradual nos preços, a Madeira faz o caminho inverso. DESCONTROLO! VAMOS COMER "PIB". A economia regional está refém do seu próprio "sucesso" turístico, o motor que gera receita e crescimento do PIB é o mesmo que sobreaquece o mercado interno e penaliza o bolso do madeirense.
Sem medidas de salvaguarda locais ao nível fiscal (Albuquerque não baixa o IVA para poder pagar a "máquina das obras" que gera lucro para "todos", sem apoios à habitação e regulação de mercados concentrados, viver na Região Autónoma continuará a ser, mês após mês, um exercício de sobrevivência financeira substancialmente mais caro do que no resto do país.
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