A sobrevivência Mendes faz Montenegro burlar os madeirenses.

 

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A í está o engodo em vésperas de Eleições Presidenciais, o PSD-M também o faz, estes líderes estão no seu direito, o povo é que deve estar esclarecido e atento em vez de andar entretido na poncha. O que assistimos agora com a "suspensão" da exigência de situação contributiva para o subsídio de mobilidade não é um ato de governação, é uma manobra de diversão eleitoral. O Governo de Montenegro, que ainda ontem exibia uma autoridade de ferro na Assembleia da República ao garantir que nada mudaria, subitamente recua. Mas não recua por convicção; recua por calculismo, claro, até ao fim do mês. E se Marques Mendes passar à segunda volta, volta a adiar?

As Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores foram claras, não pediram uma "pausa" para respirar; exigiram a eliminação definitiva de um obstáculo burocrático que asfixia quem vive na insularidade. Suspender até janeiro é o equivalente político a empurrar o lixo para debaixo do tapete enquanto as visitas estão na sala.

Não é coincidência que este recuo surja quando as sondagens começam a morder os calcanhares de Marques Mendes. Num cenário de círculo único para as presidenciais, onde cada décima conta e a margem para a segunda volta é mínima, o PSD não se pode dar ao luxo de castigar o seu candidato com a revolta das ilhas.

Estamos perante uma burla eleitoral clara! Sabem que o eleitor insular não esquece o autoritarismo de Lisboa e vão ter voto em breve. Oferecem uma suspensão para calar as críticas até que as urnas falem, sabendo que, depois de janeiro, a mão pesada do Estado pode voltar a fechar-se. Ainda assim, acho isto mais um favor a Marques Mendes do que uma cedência às Regiões Autónomas.

Onde ficou a "autoridade" de Montenegro exibida perante os deputados na Assembleia da República? Transformou-se em medo de perder Belém.

A justiça e a harmonia social, como discutimos anteriormente, exigem menos mentira e mais honestidade. Mas na política atual, o que vemos é o oposto, o uso de direitos básicos, como o de circular livremente no próprio país, como moeda de troca para salvar carreiras presidenciais em declínio.

O maior escândalo não é o subsídio; é o fingimento de quem governa a olhar apenas para o calendário eleitoral.