A lbuquerque aterrou em Caracas com a convicção de quem leva a cura para todos os males da Venezuela, campos de golfe. A Venezuela, explicou ele, sofre de um problema clássico, tem pobres a mais e greens a menos. Os Estados Unidos subiram logo a condição de prontidão de defesa para "DEFECAR 1".
A Madeira, com a inteligência superior, mais à frente do que a IA, chegou a este modelo fantástico de desenvolvimento, se os miras na Madeira embevecem, todos os venezuelanos vão se babar. Ora, se a Madeira resolveu muita coisa a plantar relva bem aparada para milionários cansados, porque não fazer o mesmo num país cheio de petróleo, inflação e ironia histórica? E então falemos a sério, onde é que vocês têm o PRR?
Segundo a visão iluminada, os pobres venezuelanos não precisam de comida, salários ou serviços públicos, como na Madeira, precisam de saber que, ali ao lado, há um buraco 18 impecável onde alguém paga 500 dólares para falhar uma tacada. Isso sim é inclusão social. Ver riqueza também educa meus caros, cheirar dinheiros é algo que te faz rico. Imaginem o que era o Presidente Bolivariano Donald Trump, o que manda na Venezuela, a jogar golfe no green das favelas.
Imaginem a riqueza que dava aos "barrios", "ranchos" e "cerros", como Petare, 23 de Enero, Cota 905, La Vega, Antímano, Catia, etc, com os ordenados miseráveis do turismo da Madeira, aqui (Venezuela) sim ia render muita boa vida! Riqueza.
A aposta é clara, investir no essencial para o social… dos ricos. Salvar os venezuelanos ficando com o petróleo, mais ou menos como ficar com o Donbass dos minerais por caridade. Porque nada é mais “desenvolvimento sustentável” como importar carrinhos elétricos de golfe para um país onde falta eletricidade. E se alguém perguntar quem manda nisto tudo, a resposta vem rápida: Trump. Afinal, na nova geopolítica tropical, Washington manda, Caracas obedece e Albuquerque é o intermediário, tipo as imobiliárias, que sem capacidade nem produto realiza dinheiro com o que é dos outros, basta juntar as pontas.
No fim, fica a certeza, se a Venezuela seguir o modelo certo, pode não acabar com a pobreza, mas ao menos ficará muito bonita vista do clube de golfe. E isso, convenhamos, já é meio caminho andado para o progresso.
Albuquerque deveria levar o Miguel de Sousa que é excelente para convencer pobres a apostar em campos de golfe. Já agora o Paulo Sousa que também tem uma inteligência superior!
