Voto claro, sem medo.

 

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D efinamos o essencial. Presidência da República não é palco, nem megafone. É garantia de equilíbrio, de direitos e de respeito pelas regras. É isto que está em causa no dia 18 de Janeiro. Nada mais. Nada menos.

Perguntemo-nos sem rodeios: serve ao país um Presidente que alimente o ruído, o ódio e a mentira? Ou alguém que saiba pesar palavras, medir actos e proteger todos, sem excepções? A resposta é óbvia para quem ainda leva a democracia a sério.

Vivemos tempos confusos. A política virou feira. Trocam-se ideias como se trocam camisas. Hoje grita-se à direita, amanhã à esquerda, sempre à procura de likes e aplausos fáceis. O populismo cresce assim: promete tudo, explica nada, culpa sempre alguém. O resultado vê-se noutros países. Menos liberdade. Menos direitos. Mais medo. Mais autoritarismo disfarçado de “voz do povo”.

A justiça, no seu sentido mais simples, é equilíbrio. É tratar iguais como iguais e diferentes como diferentes, sem ódio nem favoritismos. Uma sociedade justa não aponta o dedo à cor da pele, à origem, à fé ou ao voto do vizinho. Protege minorias porque sabe que amanhã qualquer um pode ser minoria. Isto não é ideologia. É sobrevivência democrática.

António José Seguro oferece exactamente isso: serenidade num tempo de histeria. Não promete atalhos. Não usa o insulto como método. Tem percurso, tem experiência e tem uma coisa rara: coerência. Defende os jovens sem esquecer os idosos. Defende quem trabalha sem desprezar quem precisa. Defende a liberdade sem a entregar aos mais fortes. Age com método, fala com clareza e assume responsabilidades.

Num mundo instável, a estabilidade não é fraqueza. É virtude. A confiança constrói-se com previsibilidade. A esperança nasce quando o poder não é usado para dividir. Um Presidente deve unir, moderar, vigiar excessos e lembrar limites. Deve saber quando agir e quando conter. Seguro sabe fazê-lo.

A Madeira não precisa de salvadores nem de demagogos. Precisa de lucidez. Precisa de um Presidente que respeite a democracia, a Constituição e as pessoas. Sem excepções. Sem medo.