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São Vicente também vai alterar o PDM.

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O assalto do betão à paisagem está aí. A Madeira vai perder tudo. Cada suspensão ou alteração ao PDM é uma prevaricação adicional ao que tinha sido tolerado da última vez, significa que quando se atinge o limite não mudamos de vida, mudamos a "lei" e, é assim que uns têm monstruosidades agora que antes outros não puderam fazer. Estamos a condenar a ilha. A informação é dada sempre na persepctiva dos obreiros, donos da comunicação social, win-win, Presidente do Chega protegido, se... se compprtar bem.

O

 contraste gritante entre a imponência verde das encostas da Madeira e a invasão agressiva das frentes de betão que avançam sobre o território. Quando os Planos Diretores Municipais (PDM) se tornam instrumentos flexíveis e permissivos à medida dos interesses imobiliários, o resultado prático fica à vista de todos. Esta ofensiva de sucessão de alterações aos PDM, que converte zonas historicamente protegidas ou agrícolas em áreas de construção de alta densidade, acarreta consequências graves a vários níveis. Estão por todo o lado, é uma ofensiva total. Aquela do Porto Santo, não desmerecendo outros, vai ser o fim da ilha dourada, passará a acinzentada.

A Madeira vende internacionalmente a imagem de um "jardim no Atlântico", mas o que este ritmo de construção promove é a "banalização" do cenário. Ao cobrir as encostas com blocos de betão homogéneos, destrói-se precisamente o valor estético e natural que diferencia a ilha de qualquer outro destino turístico massificado.

Aumentar a densidade populacional e de construção em zonas de orografia complexa sem um reforço proporcional das acessibilidades, redes de água, saneamento e gestão de resíduos cria estrangulamentos graves. As estradas locais, pensadas para fluxos residenciais moderados, transformam-se em autênticos nós de trânsito saturados.

Numa ilha com um histórico bem conhecido de vulnerabilidade a fenómenos climáticos extremos, a impermeabilização excessiva dos solos através do betão reduz a capacidade natural de absorção da água das chuvas. Alterar o ordenamento do território sem critérios ecológicos rigorosos é ignorar as lições que a própria natureza já deu à região no passado.

O que se assiste não é um planeamento estratégico focado na qualidade de vida dos residentes, mas sim uma corrida desenfreada à especulação e ao lucro imediato, onde o ordenamento do território se submete à lógica do betão.

E assim, mais uma vez, os que vinham fazer diferente simplesmente queriam o lugar para fazer igual.

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