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| A era de aldrabões que tivemos na banca... (link) |
A senhora que destruiu muitos portugueses,ajudada por Passos Coelho, que foi mais além da Troika.
A nossa "amada" Christine Lagarde vai se safar desta? O génio está lá todo, como diria Rafaela Fernandes, pimenta no rabo dos outros é refresco.
Durante o seu mandato como Ministra das Finanças de França (entre 2007 e 2011), Christine Lagarde herdou o caso da venda da empresa Adidas pelo empresário Bernard Tapie, em 1993. Tapie alegou ter sido defraudado pelo banco estatal Crédit Lyonnais. Em 2008, Lagarde aprovou a resolução do litígio através de uma arbitragem privada (em vez de recorrer aos tribunais comuns). A arbitragem resultou no pagamento de cerca de 404 milhões de euros de dinheiro público a Tapie.
Lagarde foi acusada de "negligência" por não ter contestado a decisão da arbitragem, que foi considerada fraudulenta e excessivamente generosa para o empresário. Lagarde foi julgada pelo Tribunal de Justiça da República (um tribunal especial francês para julgar membros do governo por atos cometidos no exercício de funções) que a condenou, em dezembro de 2016, por negligência.
Apesar de Lagarde ser considerada culpada, o tribunal decidiu não aplicar qualquer pena de prisão ou multa, nem registar a condenação no seu registo criminal. O Tribunal em vez da pena efetiva citou a sua "reputação internacional" e o contexto de gestão da crise financeira global de 2008 como razões para a clemência.
Lagarde teve clemência, mas nunca a concedeu a ninguém.
Durante o processo judicial, o conselho de administração do FMI manteve sempre a confiança em Lagarde, permitindo que completasse o seu mandato e fosse reconduzida antes de transitar para o Banco Central Europeu (BCE).
Lagarde é uma protegida.
Christine Lagarde, enquanto líder do Fundo Monetário Internacional, insistiu repetidamente na necessidade de continuar com rigorosas políticas de austeridade em Portugal e noutras economias europeias, mesmo quando essas mesmas políticas agravavam o sofrimento social. Em conferências e comunicados oficiais, Lagarde afirmou que Portugal precisava continuar o trabalho de consolidação fiscal e que ainda havia “mais trabalho a fazer”, insistindo num caminho de “fiscal contraction and consolidation” mesmo perante elevados níveis de desemprego e sofrimento social profundo.
Antes e durante a intervenção da Troika, Lagarde garantiu publicamente que Portugal “não só sobreviveria” como até cresceria com o pacote de austeridade imposto. Uma promessa que, na prática, soou como um puro exercício de retórica otimista, quando milhões de portugueses enfrentavam desemprego altíssimo, cortes salariais, redução de pensões e perda de direitos sociais. Muitos empresários faliram com governos "caloteiros" que depois aplicaram a austeridade a quem não tinha culpa.
Em 2013, Lagarde reconheceu que a austeridade aplicada foi o “demasiada e demasiado depressa”, admitindo que o FMI e as suas previsões não foram perfeitas, mas a senhora garantiu que nada mudaria nos programas em curso e que o caminho definido ainda era o correto. Esta admissão é um exemplo clássico de “continuar a insistir no erro com mais convicção”, em vez de admitir responsabilidade ou recalibrar políticas para proteger as pessoas mais vulneráveis.
Lagarde vive em luxo e pimenta no rabo dos outros é refresco.
Christine Lagarde diz que houve “erros” no diagnóstico, mas depois empurra ainda mais medidas duras pela mesma porta. Isso é mandar recados de compaixão enquanto segura uma boiada de políticas que agravam desigualdades.
Agora que sabemos que Lagarde esconde rendimentos, lembramos as palavras de pimenta no rabo dos outros é refresco, em “reformas difíceis”, em “consolidação” e em “crescimento no fim do túnel”, mas, cada vez mais, essas palavras foram usadas para justificar cortes que dilaceraram salários, serviços públicos e direitos sociais, acompanhadas de pouca sensibilidade pelo impacto humano real, e mesmo quando reconheceu que a austeridade foi excessiva, ela não retirou nem reviu suas exigências políticas.
No fundo, Lagarde tem moral para falar de austeridade, mas pouca para falar de justiça social e empatia com quem sofreu as consequências dessas mesmas políticas.
Afinal, Lagarde é da mesma escola de banqueiros burlões a quem os perseguidos fiscais pagam as dívidas e os vencimentos. Os grandes não são nada sem os pequenos.
Demita-se Lagarde! Agora só falta Passos Coelho, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, somos pacientes.
