Apagaram o líder da laranja azeda da noite eleitoral


Faltou uma peça do puzzle.

O que aconteceu ontem à noite foi coisa feia. Muito feia. O PSD da Madeira e Miguel Albuquerque foram simplesmente apagados. Numa noite eleitoral toda a gente fala mas eles não falaram. Não houve conferência não houve análise não houve explicações. Nada. Silêncio total.

A RTP nem pôs os pés na Rua dos Netos. Nem câmara nem microfone nem direto. Aquilo ontem não existiu. E assim ficámos sem saber o que pensou o famoso Albuquerque das presidenciais na noite eleitoral. Pensou o quê. Ninguém sabe. Ninguém ouviu.

Também não deixaram Miguel Albuquerque fazer o seu número habitual. Falar do recalque dos outros explicar a posição do partido a posição dele e a posição do partido que ele manda e que o apoia sempre. Nem um espacinho para dizer que afinal correu bem mesmo quando não correu.

Hoje o povo da Madeira acordou cheio de dúvidas. Em quem vai votar o líder na segunda volta. Será no amigo Ventura aquele que agora é da casa ou no Seguro que já passou pela Quinta Vigia noutros tempos. O povo quer saber mas o líder ficou calado.

E a grande campanha que fez por Marques Mendes. Afinal perdeu pela primeira vez ou ganhou moralmente como de costume. Ficámos sem a explicação oficial.

No fim das contas o derrotado da noite foi censurado. Não teve palco não teve microfone não teve tempo de antena. Uma noite eleitoral sem Miguel Albuquerque a comentar Miguel Albuquerque não é normal nesta terra.

Isto assim não pode ficar. Queixa para a Entidade Reguladora da Comunicação Social já. Porque quando o líder não fala não é só o PSD que fica mudo. É a Madeira inteira que fica a olhar para a televisão desligada.

E quando o supremo líder se cala o povo começa logo a desconfiar.