J á tinha reparado no "suspensão" em vez de "demissão", mas agora confirma-se, uma responsabilidade quanto baste. Aqui vai uma crítica curta, direta e assertiva, meu amigo, a suspensão do mandato não é um ato de responsabilidade plena, é um expediente político!
Perante um atropelamento com álcool, o gesto eticamente exigível seria a demissão, não uma pausa estratégica no cargo, que aliás recebeu elogios, mas pensaram no "suspensão" e "demissão"? Suspender-se por seis meses permite preservar o lugar, os direitos políticos e a possibilidade de regresso como se o erro tivesse prazo de validade. Não tem. A suspensão é um fingimento.
Ao voltar ao seu posto de origem como jurista na Câmara, mantém-se dentro do mesmo sistema que deveria ser protegido da sua conduta. A mensagem passada aos cidadãos é perigosa, erros graves resolvem-se com afastamentos temporários, não com consequências definitivas.
A política exige mais do que pedidos de desculpa e comunicados bem redigidos. Exige assumir que certos atos são incompatíveis com o exercício de funções públicas. Suspender não é assumir, é adiar. E adiar responsabilidade não é exemplo, é privilégio.
