Venezuela: uma ditadura de esquerda explorada pelo fascismo


Trump vai ensinar alguma coisa aos nossos?

É triste mas também uma ironia o que se passa na Venezuela

A Venezuela vive presa numa tragédia, de um lado, uma máquina de poder autoritária, corrupta e ineficiente que se apresenta como “esquerda revolucionária”, mas que há muito traiu qualquer ideal de justiça social. Do outro lado, uma direita que não vem para libertar o povo, mas para explorar politicamente o caos, instrumentalizando o sofrimento como trampolim para interesses externos. A fotografia simbólica de María Corina Machado ao lado de Donald Trump diz tudo: não é um encontro pela democracia venezuelana, é um encontro de conveniência, onde a dor de um país é moeda de troca geopolítica.

A chamada “oposição” acaba por reproduzir a mesma lógica que diz combater: personalismo, messianismo, submissão a potências estrangeiras e ausência de um verdadeiro projeto social. Trump não defende a Venezuela, defende a sua própria narrativa de força, vingança e domínio. E o dinheiro do petróleo venezuelano tem destino o reino dos criminosos, Dubai. Corina, ao alinhar-se com esse discurso, legitima um modelo que já demonstrou gerar bullying, ódio, mentira e destruição institucional. Assim, a ditadura de esquerda e a golpada da direita alimentam-se mutuamente, uma justifica a outra, enquanto o povo fica esmagado no meio.

E quando a honra desaparece da política, tudo se torna espetáculo. Até o Prémio Nobel da Paz perde valor quando é usado como instrumento simbólico num jogo de poder cínico, onde a ética é substituída por marketing político. O que deveria ser uma iluminaria moral transforma-se em troféu estratégico, esvaziado de sentido. No fim, a Venezuela continua sem democracia real, sem justiça social e sem soberania verdadeira, apenas com novas bandeiras a tapar a mesma ferida aberta.

Que ridículo. Que ironia, quase um castigo para muitos que não sabem distinguir cada ideologia o que significa. Alguns achavam a Direita sempre boazinha.

Era mais fácil destituir Maduro do que expulsar a América.

Não deem o Nobel a "latrinos"